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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pêras em vinho tinto


Foi a tropa que o pôs assim! Era o que toda a gente dizia dele. A tropa avariou-lhe os miolos e ele agora anda ao Deus dará. Metido nos copos e a pedir cigarros a quem passa. Com olhos raivosos, cantos da boca a sorrir e as mãos sempre atrás das costas, de estatura pequena e pele bem morena, só para assustar quem por ele passava ao cair da noite. É o andar para trás e para diante que lhe gasta os ossos, e o sol cravejado na pele fá-lo parecer muito mais velho e mau. Alimenta-se do vício com o dinheiro que o Estado lhe dá, uma pensão social atribuída por conta da "avaria" causada no serviço militar. Não sabe se chegou a ir para o mato, nem o país em que desembarcou mas sabe que esteve no chamado Ultramar. Só a palavra parece causar-lhe um sofrimento atroz. "A tropa vai fazer de ti um homem" - dizia-lhe a mãe que lhe amparava sempre a bebedeira juvenil. Morreu arrependida com aquelas palavras atravessadas, afinal a tropa roubou-lhe o menino e devolveu-lhe um rapaz que nunca mais conheceu.

Ingredientes:
Casca de meio limão, em fatias
1 pau de canela
100 gr de açúcar
375 ml de vinho tinto
250 ml de água
4 pêras maduras, peladas, descaroçadas e partidas ao meio

Preparação:
Combine os 5 primeiros ingredientes numa panela larga e leve a lume médio. Mexa até dissolver o açúcar, depois reduza o lume para o mínimo. Coloque as pêras dentro e deixe-as cozinhar por 15-20 minutos ou até estarem tenras. Deixe-as arrefecer no líquido, depois transfira para o prato de servir e reserve. Coe o líquido e leve-o a ferver até reduzir para 1/3. Deite o xarope por cima das pêras e refrigere até servir.

Notas:
Usei cerca de 10 pêras pequeninas e enfiei-as no wok.
Receita retirada do blog Kitsch in the kitchen.

sábado, 13 de agosto de 2011

Coelho com mostarda


Decidi que vou intercalar as receitas de courgette, só porque me apetece e já vejo courgette em todo o lado. Parece-me que o facto de não conseguir que os meus olhos foquem direito há quase dois meses, deve ser de ver tanta courgette no blog.
Comemos coelho cerca de duas vezes por semana, a carne branca tem sempre lugar de destaque. Dizem que é mais saudável, embora mais cara, e eu acho que se não morrermos da doença, vamos morrer da cura :)
Para acompanhar, uns cogumelos salteados, cuja receita aparecerá em breve por aqui. Merece um lugar de destaque até porque pode ser acompanhamento para os mais variados pratos.


Ingredientes:
700 g de coelho
1 colher (chá) sal
pimenta de espelta q.b.
2 colheres (sopa) de mostarda Dijon
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 cebolas (300 g)
6 dentes de alho
1 colher (sopa) de azeite
2 hastes de alecrim
2 dl de vinho branco

Preparação:
Corte o coelho em pedaços e tempere com o sal, a pimenta e a mostarda. Coloque num saco plástico ou numa tigela, junte a farinha e agite bem. Descasque as cebolas e corte-as em gomos finos. Esborrache os dentes de alho e tire-lhes a pele. Aqueça o azeite num tacho, junte o alho e a cebola até que fiquem amolecidos. Introduza o coelho e deixe alourar. Junte o alecrim e o vinho. Tape e deixe cozinhar em lume brando até estar tenro. Se necessário, adicione água a ferver.

Notas:
Receita inspirada num folheto Pingo Doce.
A pimenta de espelta pode ser substituída por pimenta preta.

Bom fim de semana a todos!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Gratinado de courgettes e queijo


O seu pedido é uma ordem! A sugestão para publicação de um gratinado de courgettes, feito na caixa de comentários da postagem anterior, foi atendida prontamente. Cá está ele, com direito a repetição e tudo, não só porque é um prato prático mas porque é muito saboroso e também porque tem courgette e queijo. Que mais pode alguém como eu pedir?! E passo a informar que acabaram-se as courgettes nesta cozinha, pelo menos ainda não me apareceu mais nenhuma até agora. Mas ainda vão sair mais algumas sugestões no blog, doces e salgadas ;) 

Ingredientes:
55 g de manteiga sem sal, mais um pouco para guarnecer
6 courgettes, às rodelas
sal e pimenta
2 colheres (sopa) de estragão fresco ou uma mistura de hortelã, estragão e salsa
200 g de queijo gruyère ou parmesão, ralado
125 ml de leite
125 ml de natas espessas
2 ovos
noz-moscada ralada no momento

Preparação:
Derreta a manteiga numa frigideira grande ou caçarola, em lume médio. Adicione as courgettes e deixe fritar durante 4-6 minutos, virando os pedaços de vez em quando, até ganharem cor de ambos os lados. Retire da frigideira, escorra em papel absorvente e, em seguida, tempere com sal e pimenta.
Unte o fundo de uma assadeira e disponha metade das courgettes. Polvilhe com metade das ervas e 55 g de queijo. Repita este processo numa nova camada.
Misture o leite, as natas e os ovos e tempere com noz-moscada, sal e pimenta. Verta este líquido por cima das courgettes e polvilhe com o queijo que sobrou.
Leve a gratinar no forno, previamente aquecido, a 180º C, durante 35-45 minutos, ou até estar rijo no centro e tostado. Retire do forno e deixe repousar 5 minutos antes de servir directamente da assadeira.

Notas:
Se possível, use courgettes pequenas cujo interior não seja fibroso nem tenha sementes.
Usei uma mistura de tomilho sal-puro e salsa fresca e metade queijo parmesão, metade queijo limiano.
Receita retirada do livro "Cozinha Mediterrânica" da Parragon Books Lda. Serve 4-6 pessoas.

Boa sexta e bom fim de semana ;)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pêras em calda de açafrão


É um dos frutos que acho menos saboroso comer ao natural mas, em contrapartida, é o único que me apetece quando estou meia adoentada. Depois de ter bebido água fria na sexta-feira passada, e de ter passado uma bela tarde de Domingo num piquenique aos pinchos, berros, gargalhadas, sol na moleirinha, fizz de maracujá e etc, estou aqui cheia de dores de garganta e toda entupida. Resumindo, apetecem-me pêras :) Estas vi-as num dos blogs mais inspiradores e bonitos da blogosfera internacional, o Tartelette.
Escolhi pêras pequeninas, para que coubessem todas no tacho ao mesmo tempo e para que rendesse mais. Podem não curar gripes, mas ajudam a aguentá-las. 

Ingredientes:
4 chávenas de água
1 fava de baunilha
1 a 2 colheres (chá) de fios de açafrão
3/4 chávena de açúcar
sumo de 1 limão
4 pêras (usei cerca de 10 pêras pequeninas)

Preparação:
Descasque as pêras e regue-as com o sumo de limão, reserve.
Numa panela funda, junte a água, açafrão e açúcar. Abra a fava de baunilha ao meio e raspe as sementes da fava com a ponta de uma faca afiada. Adicione as sementes e a fava à mistura de açúcar e água.
Leve a ferver sob lume médio-alto, mexendo ocasionalmente para que o açúcar se dissolva.
Baixe um pouco o lume e junte as pêras com o sumo de limão. Cubra o tacho e cozinhe as pêras por cerca de 10-12 minutos, virando-as a meio do tempo para que cozinhem de todos os lados (insira um palito para verificar).
Remova as pêras do líquido e reserve-as num prato fundo ou pequenos ramequins.
Leve o líquido ao lume, mas sempre sem deixar ferver, até que o líquido fique reduzido a metade, cerca de 10 minutos. Remova a fava de baunilha e coloque o xarope obtido por cima das pêras. Sirva quente ou à temperatura ambiente. Podem ser acompanhadas de natas batidas em chantilly ou gelado.

Notas:
As pêras ficam maravilhosas, o açafrão dá-lhes um travo especial. Convém que não estejam muito maduras senão vão desfazer-se.

Pessoal, comé que é? Estão abertas inscrições para um encontro no Porto muito em breve, e outro em Lisboa. Quem quiser saber a data, envie-me e-mail, ok? 

Boa semana!

sábado, 7 de maio de 2011

Esparguetada de limão e cominhos


Voltamos à soja, à comida vegetariana, às minhas refeições favoritas, à saciedade através do que, supostamente, é mais saudável. Embora pouca gente entenda, eu sou das que come soja granulada à colherada e sabe-me pela vida :) Não morrerei mais saudável que todos os outros, isso é certo, mas se me sabe bem e se não gosto de bifes de vaca, a soja é minha aliada e, finalmente, consegui "desencaminhar" a minha mãe para este caminho. Ela que dizia que soja parecia e sabia a comida de cão - e aqui ficou a dúvida se a minha mãe alguma vez teria provado comida de cão he he - porque achava que era só enfiá-la no tacho e tá a andar ;) A soja merece mais respeito, uma nova oportunidade, ou muitas até que se acerte o ponto e se ajuste ao nosso gosto. 
Esta sugestão que vos trago hoje, vi-a no PPP e, para além da soja, tem o meu amado limão e uma das minhas especiarias favoritas, cominhos.

Ingredientes:
1 chávena de soja texturizada fina
cominhos em pó q.b.
sal fino e azeite q.b.
sumo de 1 limão grande 
esparguete integral
1 cenoura crua em juliana
sal e pimenta q.b.
Molho de soja e queijo parmesão (opcional e adicionado por mim)

Preparação:
Tempere a soja com cominhos, sal, sumo de limão e azeite. Adicione água apenas até cobrir a soja. Deixe repousar por 1 hora.
Coza a massa esparguete, escorra e reserve. Parta a cenoura em juliana e reserve.
Numa frigideira, coloque mais um pouco de azeite e adicione a soja (depois de ter sido retirado o excesso de água), deixe refogar um pouco. Adicione a esparguete com mais um pouco de azeite. Misture tudo e, por fim, adicione a cenoura para que fique al dente. Rectifique o tempero com sal e a pimenta. Se preferir, faça como eu e junte um pouco de molho de soja claro. Sirva com queijo parmesão ralado na hora.

Desejo um fim de semana saudável a todos que por aqui passam ;)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bolachas rústicas integrais de Za'atar


Za'atar é uma mistura de especiarias bastante apreciada na Turquia e no Norte de África. É basicamente composta por sementes de sésamo tostadas, tomilho seco, sumagre/sumac e sal. No entanto, outras ervas podem ser acrescentadas e vão variando de região para região. A mistura que eu tenho veio do Brasil e não sei muito bem qual a sua composição, mas sei que é bastante boa.

Pensando numa despedida, numa reunião, numa refeição, juntaram-se pessoas, amigas, unidas pela comida e por outros interesses que lhes são comuns. Tal como no Za'atar, somos uma "mistura de especiarias" que vamos dando cor aos nossos dias, intensificando o sabor da amizade, enraizando na memória o odor da partilha, embebendo a tristeza da saudade mesmo antes da partida. No final, depois do choradinho, polvilhamos o açúcar, embebemos a doçura dos versos e dos abraços, com a certeza do reencontro, com o desejo de felicidade eterna, com a espera das novas aventuras, de novos sabores e experiências. Tal como as especiarias, cada uma vale por si, mas pinceladas juntas há, com toda a certeza, uma vivência bem particular.

Ingredientes:
1 1/2 chávena de farinha para pão
1 1/2 chávena de farinha integral
2 1/2 colher (chá) de fermento em pó
1 1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de mel (usei mel Algarvio)
1/3 chávena + 2 colheres (sopa) de azeite
2/3 chávena de água morna + 2 ou 3 colheres (sopa) se necessário
8 colheres (chá) de za'atar ou outras sementes*

Preparação:
Misture as farinhas numa tigela e adicione o fermento e o sal.
Noutra tigela, junte o mel com a água e o azeite.
Junte os ingredientes líquidos aos sólidos e trabalhe a mistura com uma colher. Se tiver dificuldades com a massa, junte mais uma colher de água de cada vez. A massa não se deve colar às mãos mas também não deve ficar muito seca.
Forme uma bola e amasse até que não exista nenhuma farinha residual na tigela. Passe a massa para uma superfície enfarinhada e trabalhe-a por 5-6 minutos até que fique flexível e elástica.
Embrulhe a massa em película aderente e deixe descansar por 30 minutos ou 1 hora se tiver tempo.
Pré-aqueça o forno. Divida a massa em 4 partes iguais. Cubra a massa restante com um pano limpo. Role uma porção de massa e estique-a até ficar fina (não demasiado) e em forma rectangular. Pincele a massa com azeite e salpique com 2 colheres (chá) de za'atar.
Corte a massa na forma que desejar e leve ao forno por 20-25 minutos ou até que fiquem douradas e crocantes.

Notas:
Fiz a massa na MFP, coloquei primeiro a mistura líquida e depois a mistura de farinha, deixei amassar e quando terminou, desliguei a máquina e deixei a massa lá dentro a repousar. 
Tentei contar quantas bolachas obtive mas desisti a meio porque foram muitas e depende sempre do tamanho que vocês quiserem. Eu obtive cerca de 100, metade versão salgada, metade versão doce. 
São óptimas para petiscar com um dip ao lado, mas eu uso a mistura salgada para comer com sopa ou simplesmente para ingerir uma atrás da outra, as doces são completamente viciantes. Caso não tenham za'atar, podem usar a vossa mistura de especiarias favoritas ou as seguintes combinações sugeridas:
  • Doce- 2 colheres (sopa) de açúcar amarelo, 1 colher (chá) de canela moída, 1 pitada de noz moscada;
  • 1 colher (chá) de paprika, 1 colher (chá) de oregãos, 1 colher (chá) de mostarda em pó, 2 colheres (chá) de alho em pó;
  • sal e pimenta;
  • sementes de sésamo, sementes de papoila e sementes de linhaça com uma pitada de sal
No meu caso, fiz a versão salgada com o za'atar e a versão doce com o aroma a canela. Também já experimentei com a mistura de especiarias marroquina da NoMU e ficou muito bom. Na foto, em primeiro plano estão as bolachas de za'atar, em cima as marroquinas e a Oeste as doces. Ficam muito crocantes e, caso não as comam todas de enfiada, devem ser guardadas num recipiente hermético.
Podem ver a receita com o passo-a-passo no blog Choosy Beggars.

Aproveito para agradecer às minhas amigas que fazem com que eu me sinta sempre indispensável. Um até breve a alguém que é indispensável para mim!
Agradeço de antemão a todos os visitantes e todos os comentários que venham a ser feitos :) Bom resto de semana!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tarte de cebola caramelizada

Pizza folhada

Ia eu começar a escrever algo acerca desta sugestão que vos trago - uma receita que já repeti vezes sem conta e até com algumas variações - quando estagnei na palavra "repetir". Recuei uns anos - muitos - e lembrei-me da primeira vez em que ouvi esta espécie de adivinha em jeito de lengalenga, em que alguém me contava e, posteriormente, perguntava:
"Havia uma mãe que tinha 3 filhos, o mais velho chamava-se Repete, o do meio Repete Repete e o mais novo Repete Repete Repete. Como se chamava o filho mais velho?". Eu, muito crente, lá respondia: "Repete".
E assim eu reforçava a repetição da lengalenga: Havia uma mãe que tinha 3 filhos, o mais velho chama-se Repete, o do meio Repete Repete e por aí vai... até que se respondia novamente "Repete". Na altura, era mais divertido para quem contava e para quem assistia, do que para quem respondia e se sentia um tanto ao quanto anormal e burrinho quando se apercebia da brincadeira. Mas depois, era a nossa vez de brincar com alguém e rir da inocência de outros. 
Tudo para dizer que esta sugestão é daquelas para repetir, repetir, repetir :)

Ingredientes:
Uma base de massa folhada
2 cebolas amarelas, finamente fatiadas
4 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (chá) de tomilho fresco
2 colheres (chá) de açúcar
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de pimenta moída
4 colheres (sopa) de vinho branco
1 chávena de queijo ricotta
1 ovo
1/2 chávena de parmesão

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Numa panela aqueça a margarina, tomilho, cebolas, sal, pimenta, açúcar e vinho por 15 minutos, mexendo ocasionalmente, até que as cebolas fiquem amolecidas e douradas. 
Enquanto as cebolas estão a caramelizar, misture a ricotta com o ovo e reserve.
Desenrole a massa folhada e dobre as bordas, cerca de 1 dedo.
Espalhe a mistura de queijo na base da massa, seguida do queijo parmesão no topo. Adicione as cebolas por cima do queijo e salpique com mais um pouco de queijo parmesão.
Leve ao forno por 25-30 minutos até que a massa fique dourada.

Notas:
Para quem não encontrar ricotta, como eu, ou não gostar, pode usar mozzarella ou barrar a base da massa folhada com azeite. 
Algumas vezes adiciono cogumelos à cobertura, só porque gosto e me apetece. Quando não há vinho branco, uso vinho tinto, foi este o caso mas o sabor é igual.
Caso não queiram ou não tenham massa folhada, podem fazer a vossa preferida e aproveitar este recheio delicioso :)
Vi a receita no blog Savory Sweet Life.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Arroz de camarão

Arroz de camarão

A minha mãe queria um arroz de marisco e comprou uns quantos camarões. Não sendo eu capaz dessa fantástica capacidade da multiplicação ou criação de outras espécies de frutos do mar, tive que me desenrascar com o que havia. Basicamente, camarão e só camarão. Do resto, tudo há em qualquer despensa que se preze.
Se é um arroz malandrinho ou um risotto, deixo à consideração de cada um. Isto é como ir à feira e comprar uma falsificação, seja de roupa ou de uma mala. Sabemos que não é o original, não tem a etiqueta do criador/estilista, é muito mais barato e, mesmo assim, ninguém vai reparar porque são completamente idênticos e até saem melhor que a encomenda. Importante é apaziguar o desejo e o mesmo acontece com o arroz. Usei carolino e, para mim que já usei carnaroli, vai dar ao mesmo. É uma falsificação que satisfaz, muito e bem!

Ingredientes:
1 kg de camarão médio
sal q.b.
2 dl de azeite
2 cebolas
5 dentes de alho
0,5 kg de arroz
2,5 dl de vinho branco
4 tomates
coentros ou salsa q.b.

Preparação:
Descasque os camarões e ponha as cascas e as cabeças a cozer numa panela, cobertas de água com sal a gosto, durante 30 minutos. Entretanto, refogue em azeite a cebola e o alho picados.
Junte o arroz e salteie até ficar transparente. Refresque com o vinho, junte o tomate sem pele e sementes e cortado aos bocados. Tempere de sal.
Escorra bem o caldo de cozer os camarões, esmague as cabeças e as cascas para obter todos os sucos. Vá deitando aos poucos o caldo de cozer ao preparado de arroz até este abrir.
Salteie rapidamente os camarões numa frigideira com um pouco de azeite. Junte-os ao arroz, misture e polvilhe com coentros ou salsa picados a gosto.
  

arroz camarão

Notas:
Para facilitar ainda mais a receita, usei camarões já cozidos que descasquei e juntei ao arroz quase no final do cozimento. Guardei alguns inteiros para decoração e devoração :) Não usei caldo, apenas aqueci água à qual juntei uns fios de açafrão e deixei repousar. Depois, fui juntando ao arroz aos poucos.
Ao refogado de cebola e alho adicionei uma pitada de pimenta de espelta.
Receita adaptada da revista "Boa Mesa" nº19 de 2005.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Frango marroquino com laranja e açafrão

Galináceos são bichos um bocadinho estúpidos e, mesmo assim, a minha batalha com a carne - seja de que tipo for - é quase perdida. Mas a guerra continua e, por isso, sinto uma grande necessidade de experimentar comer carne de maneiras diferentes, disfarçadas com temperos novos e cores apelativas. Dá-me muito mais gosto ter novidade no prato e esta é uma boa novidade. São sabores exóticos que vieram dentro de uma latinha, oferecida por uma amiga que me incentiva a descobrir o mundo gastronómico além fronteiras.

Ingredientes:
1 peito de frango
100 ml de azeite
1 cebola, picada finamente
1 dente de alho, picado finamente
1 colher (sopa) de gengibre ralado
2 colheres (chá) de NoMU Moroccan Rub
Sumo e raspa de 1 laranja
1 chávena de caldo de galinha (usei água)
2,5 ml de fios de açafrão em infusão em 1/2 chávena de água morna
1 laranja cortada em gomos com a pele
sal e pimenta q.b.

Preparação:
Coloque os pedaços de frango numa tigela, salpique-os com 1 colher de NoMU, sumo de laranja, zest e azeite. Envolva bem o frango, cubra com película aderente e leve ao frigorífico por 3 horas.
Num tacho, aloure os pedaços de frango com um pouco de azeite. Reserve e, no mesmo tacho, aloure a cebola, alho e o gengibre, adicionando outra colher de NoMU. Volte a juntar o frango ao tacho, juntamente com o açafrão em infusão na água morna. Tempere com sal e pimenta a gosto. Tape e deixe cozinhar coberto por 30 minutos. Coloque as fatias de laranja por cima do frango e cozinhe descoberto por mais 30 minutos ou até que as fatias de laranja estejam caramelizadas. O molho deve ficar espesso e o frango bastante tenro. Verifique os temperos e sirva com couscous.


Notas:
Inspirada nesta receita.
Infelizmente distraí-me e o molho que deveria ficar espesso, quase desapareceu.
A receita original pede coxas e sobre-coxas e também é cozinhado numa Tagine, que eu não tenho. Pedia passas e pistácios que eu optei por omitir. Dei umas quantas voltas à receita e ficou uma delícia, imagino se seguisse a receita fielmente!

Bom fim de semana.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Croutons caseiros

Há umas semanas atrás senti-me como se fizesse parte daquele filme de terror "Pesadelo em Elm Street" em que os personagens, ao tentar sair da cidade, passam vezes sem conta pelo mesmo sítio. Tudo parecia um labirinto sem saída possível. Isto tudo porque não queríamos pagar as SCUT para ir ao Ikea e tivemos que nos embrenhar pelas ruelas do Porto. Foi difícil lá chegar e mais difícil foi encontrar o caminho para casa he he É que as indicações eram quase inexistentes e demos por nós a ir ter ao mesmo sítio algumas vezes. Bendita pasta de chocolate que resolvi levar comigo, porque já eram quase 2 da tarde e o estômago roncava :)
Tudo isto para dizer que, ande eu por onde andar, acabo sempre por voltar a este petisco. É óptimo para aproveitar pão duro e muito simples de fazer, garanto que não é pesadelo nenhum!

Ingredientes:
1 baguete (uso fatias de pão de forma)
3 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de manteiga, derretida
4 dentes de alho, picados
2 colheres (chá) de sal (uso aromatizado com louro)
1 colher (chá) de pimenta
1 colher (chá) tempero italiano (uso oregãos e tomilho secos)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Corte o pão em cubos pequenos. Transfira-os para um tabuleiro forrado a papel vegetal (uso a película de silicone). Regue o pão com o azeite e a manteiga, salpique o alho, sal, pimenta e ervas por cima. Envolva bem com as mãos (uso uma colher) os croutons para que absorvam todos os temperos. Leve ao forno por 15-20 minutos até estarem dourados. Sirva depois de arrefecer.

Notas:
Podem usar os temperos que vos apetecer, já fiz sem o alho e sem as ervas. Só com azeite e um pouco de sal também fica muito bom.
Uso os croutons para acompanhar as sopas mas nas saladas também resultam.
Se desejaram podem cobrir com queijo parmesão ralado.
Uso sempre pão de forma já com uns dias. Retiro da embalagem plástica e coloco as fatias dentro de uma saca de pano para pão durante uns dias para endurecerem.
Gosto de comer os croutons quentes, é impossível resistir.
Desconhecendo a medida da baguete, vou cortando o pão até preencher o tabuleiro do forno.
A meio do tempo viro-os para que fiquem dourados por igual.
Vi a receita no blog What´s Gaby Cooking.

Boa semana a todos!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Atum com manjericão

Esta ainda é das que fiz e fotografei mal recebi a máquina fotográfica, nota-se! Não dou uma para a caixa mas a foto do piri-piri até não ficou nada mal :) Mais um produto que veio directamente do Algarve aquando da minha visita ao Sul. Aguardente de medronho para... matar o bicho ;)
Baseei-me numa receita que vi numa revista "Segredos" de Dezembro de 2008, modificando o tipo de massa e usando o piri-piri da Quinta das Atalaias. Usei uns búzios integrais que estavam mesmo a terminar o prazo mas com esparguete e tagliatelle fica bem melhor. O manjericão ainda não tinha sido carcomido pelos bichos esfomeados, foi usado com muito gosto :)

Ingredientes:
300 g de massa à escolha
2 dentes de alho
1 cebola
2 colheres (sopa) de azeite
2 tomates
4 latas de atum pequenas
1 dl de vinho branco
sal, azeite, Piri-Piri de medronho Quinta das Atalaias, e manjericão picado q.b.

Preparação:
Coza a massa em água temperada com sal e um fio de azeite, durante o tempo indicado na embalagam, e reserve quente. Descasque os dentes de alho e a cebola; pique-os e refogue-os no azeite. Elimine a pele e as sementes do tomate, pique-o e junte ao refogado.
Adicione o atum escorrido e o piri-piri a gosto. Tempere com sal e envolva. Acrescente o vinho branco e deixe reduzir. Polvilhe com manjericão picado, envolva e rectifique os temperos, se necessário. Sirva o preparado de atum sobre a massa.

Biba a chuba, o neboeiro - que num nos deixa ber um palmo à frente da fronha - e os pelinhos todos arrepiados :) Benham as sopas, os guisados e os chás a fumegar! Bou aproveitar estes dois dias em que bai chober para me mentalizar que o calor bai boltar mas, até lá, na minha mona já é Outono!
Boa semana a todos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Queques de pêra e gengibre

Se ele pudesse, bem que lhes enfiava as unhas! Parecia estar mesmo a pensar: "Será que sabem tão bem quanto cheiram?", e eu até lhe respondia que cheiram bem e sabem ainda melhor, mas há coisas que só provando :) Estes dão-nos até vontade de ir snifando o aroma enquanto estão no forno. São do livro "Na cozinha com Nigella".
Ela diz que podemos misturar todos os ingredientes secos numa taça, os húmidos num frasco, cobrir ambos com película aderente e deixar os primeiros num local fresco e os últimos no frigorífico. Depois, só temos que descascar e cortar a pêra e misturar tudo grosseiramente na manhã seguinte. O único problema que eu tenho é ter que esperar que os queques saiam do forno na manhã seguinte, porque acordo com a barriga a dar horas. Cheirar os queques no forno com a barriga vazia é pura tortura :)

Ingredientes:

250 g de farinha (uso 2/3 de farinha de trigo para bolos e 1/3 de farinha integral)
2 colheres (sopa) de fermento
150 g de açúcar refinado
75 gramas de açúcar amarelo-claro, mas 1/2 colher (chá) para polvilhar por queque
1 colher (chá) de gengibre moído
1 pacote (142 ml) de natas azedas
125 ml de óleo vegetal
1 colher (sopa) de mel
2 ovos
1 pêra grande (ou outra fruta para lhe dar 300 g de peso), descascada, sem caroço e cortada em cubos de 5 mm


Preparação:

1. Pré-aqueça o forno a 200ºC/gás 6 e forre um tabuleiro de queques com 12 forminhas de papel.
2. Ponha numa taça a farinha, o fermento, o açúcar refinado, as 75 g de açúcar amarelo e o gengibre moído.
3. Numa taça grande bata as natas azedas, o óleo, o mel e os ovos e acrescente os ingredientes secos.
4. Finalmente, misture a pêra em cubos e divida a massa de modo uniforme pelas formas de queque.
5. Polvilhe cada um com 1/2 colher (chá) de açúcar amarelo e coza durante 20 minutos. Retire para uma rede para arrefecer. São melhores comidos ainda mornos.


Notas:
Usei 200 gramas de açúcar na totalidade mas achei demasiado. Pode ser diminuído ainda mais. Obtive 22 queques no total e usei formas de silicone.
Para as natas azedas, juntei às natas comuns umas gotas de limão e deixei repousar por 10-15 minutos.
Ao contrário do que a receita sugere, gosto mais dos queques frios, mas não há maneira de resistir e dá-se logo umas trincas à saída do forno :)

Boa semana a todos!


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Puré de batata com wasabi e salmão


Finalmente consegui colocar isto como eu queria! Custou mas foi... não fosse eu teimosa que nem uma mula e não arredei pé até ver isto como eu queria. Bem pedi ajuda a um amigo que entende mais do que eu de computadores, mas ele insistiu em dizer-me que o Google Chrome sempre foi assim, a letra era mesmo meia deitada e fininha. Raios, então mas se não era assim antes, porque ficou assim depois de vir do técnico? E bufei e barafustei e não adiantou nada porque o rapaz olhava para mim como se eu estivesse maluca e não soubesse o que estava a dizer. Posso ser maluca mas não sou burra e eu sabia que isto tinha que ter remédio paaahh!

E teve, não há nada que a teimosia, perseverança e uma boa dose de paciência -ou falta dela - não resolvam. E eu, Ameixa Maria Seca, que não entendo nada de computadores, pus-me a mexer e fui dar ao TuneUp Utilities e descobri que era lá que residia o cerne do próblema. Clique aqui, clique ali, muda letra, muda tamanho, etc e a coisa voltou ao normal.

O segredo é não desistir e tomar uns tranquilizantes, para não partir o bicho todo com tiros e bombas e socos nas trombas, que era o que verdadeiramente me apetecia fazer :)

Resolvido o imbróglio, seguimos a programação com um momento zen. Quer dizer... pode não ser zen mas que é oriental é... pelo menos, tem wasabi :)


Não é bem, bem uma receita, é mais uma sugestão para quem gosta de wasabi, que deixa um sabor mais marcante no puré. Eu servi com salmão grelhado mas podem comer com o que vos apetecer :)

Ingredientes:

1,350 kg de batatas, descascadas e cortadas em cubos

3/4 de chávena de leite

1 colher (sopa) de wasabi em pó

1/4 chávena de manteiga

Preparação:

Coloque as batatas num tacho com água fria e sal. Ferva até ficarem tenras, cerca de 20 minutos. Escorra e esmague-as.

Combine o leite com o wasabi e mexa até o pó se dissolver. Junte a mistura de leite e a manteiga às batatas. Com a batedeira, misture tudo até estar fofo e suave. Tempere a gosto com sal e pimenta. Pode ser preparado com duas horas de antecedência. Cubra e mantenha à temperatura ambiente. Re-aqueça em lume brando, mexendo constantemente.

Fonte: Epicurious

A partir de quinta ao início da tarde estarei ausente, só vou regressar no Domingo à noitinha e este bicho não vai atrás de mim. Portanto, portem-se bem na minha ausência, sim?

Vou deixar uma postagem agendada para que, quem costuma visitar o blog, não se sinta abandonado ;)

Continuação de óptima semana!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dourada ao sal

A dourada é um dos meus peixes favoritos, gosto mesmo muito! Desta vez recebi experimentá-la de uma maneira diferente e gostei muito do resultado, embora não tenha agradado a todos. O que aconteceu é que ao quebrar o sal, a pele do peixe também saiu e algumas pedrinhas caíram para cima dele. Apesar de terem ficado só na superfície e de serem facilmente removidas, há muita gente que prefere não ter esse trabalho, deixando de comer. Para mim isso é apenas falta de fome e quem não tem fome que não coma! Mais sobra para mim :)
Peço desculpa por faltarem as fotos no prato com o peixe já despido do seu capote, mas partir o sal já me estava a enervar e o peixe sem pele também não ficou lá muito fotogénico!

Ingredientes:
1 ramo de ervas aromáticas (usei tomilho e alecrim)
1,5 kg de dourada selvagem (usei 3 vindas da peixaria, acho que eram domesticadas)
pimenta preta, rosa e branca em grão e sal q.b.

1. Coloque as ervas aromáticas na barriga dos peixes e reserve. Ligue o forno a 200º C. À parte, envolva as pimentas em sal. Disponha cerca de um terço num tabuleiro e sobreponha-lhe os peixes.

2. Borrife com água e vá dispondo o restante sal, sobre o peixe, não parando de usar a água. Leve ao forno, durante 30 minutos. Retire e, antes de servir, parta o sal.

A saber: Os alimentos cozinhados ao sal são uma forma de prepará-los conservando o seu valor nutritivo. Ajuda a acentuar o sabor e é muito mais saudável, pois não é necessária qualquer gordura ou molho para cozinhar.

Notas: Antes de juntar as pimentas ao sal, amassei-as um bocadinho no almofariz.
A sorte é que houve quem não quisesse comer o peixe e sobrou mais para mim porque, se bem se lembram, os espinafres que eu fiz para os acompanhar foram aqueles que mirraram no tacho he he

Bom fim de semana!

domingo, 7 de março de 2010

Pão de centeio com alcaravia

Só para reforçar a ideia: alcaravia é isto aqui, não é o mesmo que erva-doce nem o mesmo que cominhos, e só encontrei em Lisboa no DeliDelux.
A Verena publicou há uns tempos um pão que me ficou nos olhos. Resolvi experimentar há uns dias, porque mais vale tarde que nunca! Foi comido morno ao lanche e calhou bem já que tinha visitas. Aprovado por todos, um pão saudável e aromático que pode ser comido com manteiga, compota, queijo ou simples.
Está-se-me a acabar a especiaria mas ainda vou trazer mais sugestões, se correrem bem ;)

Ingredientes:
3/4 chávena de leite
1 ovo
2 colheres (sopa) de óleo de milho (usei azeite)
2 chávenas de farinha de trigo
1 chávena de farinha de centeio
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de mel (ou açúcar)
2 colheres (chá) de fermento seco (usei fermento de padeiro fresco)
1 1/2 colher (chá) de alcaravia

Preparação:
Unte a cuba da MFP com azeite (não untei) e coloque os ingredientes pela ordem. Ligue o programa "massa" e deixe acabar o ciclo.
Retire a massa e ponha numa forma de bolo inglês untada com manteiga. Faça uns cortes na superfície da massa e leve a descansar até dobrar de volume em local protegido, cubra com um pano ou meta dentro do forno.
Pré-aqueça o forno a 200ºC e leve a assar. Deixe assim 10 minutos e depois baixe para 180ºC até que esteja dourado.

Bom Domingo!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Feijão Mexicano

A cada dia que passa a minha vida vai-se tornando mais colorida. Isso também inclui a comida. Em pouco tempo fui comprando e provando ingredientes que desconhecia por completo, fazendo experiências que julgava não resultarem, cedendo aos novos sabores e pesquisando receitas diferentes. De facto, o meu interesse por ingredientes estranhos, desconhecidos, coloridos ou não, tem aumentado e quando os posso usar fico verdadeiramente contente... como se tivesse ganho a eternidade :) Também tenho uma Cozinha das Cores, blog de onde retirei esta receita.

Sou grande fã de cozinha vegetariana e só ainda não me tornei uma, porque não resisto aos enchidos e fumados! Sou mesmo uma falsa moralista que diz tadinho do bichinho e no fim come chourição ou bacon. Das alheiras já tratei, há agora umas vegetarianas excelentes e prefiro-as às de carne.
Lembrem-se que a cozinha vegetariana não tem que meter tofu, seitan ou soja obrigatoriamente. Muitos de vocês já fazem refeições vegetarianas sem terem noção disso.
Esta é uma delas, tenho certeza que muitos vão torcer o nariz, tal como fez o meu irmão e, depois de provarem, vão repetir a dose :)
Mais uma pequena contribuição para a produção de gás natural he he Vegetarianos e ecológicos, não podia ser melhor!

Ingredientes do recheio:
2 cebolas cortadas em meias-luas
4 dentes de alho picados
1 pimento vermelho cortado em cubos (usei verde)
6 tomates maduros sem pele cortados aos cubos (usei tomate enlatado)
4 chávenas de feijão encarnado cozido
1 lata de milho
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (chá) de coentros em pó
1 colher (chá) de cominhos em pó
2 colheres (sopa) de molho de soja
sal q.b. (ou uma colher de sopa de massa de pimentão)

Amoleça a cebola, o alho, o pimento e o pimentão (se usar) no azeite com a panela tapada. Juntar os restantes ingredientes e envolver bem. Coloque num tabuleiro.

Ingredientes da cobertura:
1 chávena de farinha de milho
1 chávena de farinha tipo 65
2 colheres (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de sal
1/3 chávena de levedura de cerveja ou queijo ralado se não for vegan (usei queijo ralado)
3 colheres (sopa) de azeite
400 ml de leite de soja (usei leite de vaca magro)

Misturar os ingredientes secos numa taça. Juntar os líquidos até formar uma mistura líquida (semelhante ao preparado de panquecas). Com uma colher colocar em cima da mistura de feijão e levar ao forno, a 180º cerca de 50 minutos. Depois de cozida fica a saber a uma broa de milho macia.

Notas: O molho a modos que passou para o andar de cima sem ninguém o ter mandado. Uma parte da cobertura parecia uma piscina de molho mas não interferiu na consistência da massa. Receita a repetir variadíssimas vezes :)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Bolo de cenoura, alcaravia e nozes

Como não é muito fácil encontrar receitas que levam alcaravia, fiz um apelo para que, caso alguém encontrasse alguma, me enviasse para o mail. A Isabel enviou-me esta magnífica receita, retirada daqui. Fiz alguns ajustes, uma vez que não usei a cobertura/recheio e modifiquei a farinha. Muito sinceramente, este bolo não exige qualquer tipo de recheio ou cobertura. A cenoura dá uma consistência bem húmida à massa e as nozes dão-lhe estilo :) Pronto, confesso que não tinha mascarpone em casa e não me apeteceu ter trabalho a fazer a cobertura! No fundo, acho que ainda deve ficar melhor, não fosse eu adoradora oficial de mascarpone he he

Em relação à alcaravia, considero-a opcional. Se não tiverem, não a usem mas façam este bolo que fica fantástico.
Usei uma forma redonda de 18 cm de diâmetro. No original é feito em forma quadrada. Façam como preferirem!
Não ficou com uma aparência fantástica? E o sabor acompanha o aspecto exterior, lindo por fora e maravilhoso por dentro :)

Ingredientes:
1-2 colheres (sopa) de alcaravia (usei apenas uma colher de sopa mas acho que uma de chá é suficiente)
3 ovos grandes
70 gr de açúcar amarelo
80 gr de nozes sem casca
100 gr de farinha de trigo 85 (usei 65 mas podem usar farinha para bolos)
300 gr de cenouras raladas
2 colheres (chá) de fermento
1-2 colheres (chá) de canela moída
1 pitada de sal
1 limão

Recheio e cobertura:
1 limão
200 gr de mascarpone
30 gr de açúcar em pó

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Bata os ovos com o açúcar amarelo. Adicione as nozes picadas, a farinha, o fermento, o sal, a canela e a alcaravia. Misture bem e adicione a cenoura e o sumo de limão. Despeje a mistura numa forma não muito grande, untada e enfarinhada, e leve ao forno por 45 minutos.

Para a cobertura, misture o mascarpone com o sumo de limão e o açúcar em pó.
Quando o bolo arrefecer, abra-o ao meio e cubra com metade do mascarpone. Coloque a outra metade do bolo por cima e cubra com o restante mascarpone. Polvilhe com canela e corte o bolo em pedaços.

Espero testar novas receitas em breve com estas sementes. Se ficarem boas já sabem... a receita vem cá parar.

Bom resto de semana a todos, se é que isso é possível com tanto vento e tanta chuva em Portugal, ou com tanto calor noutras partes do planeta! Onde é que está o equilíbrio? É que para desequilibrados bastamos nós :)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Bolo de sementes de alcaravia

Por causa desta receita que vi num pequeno livrinho da Anne Wilson chamado "Bolos e Tartes", comprado ainda na época em que estudava em Coimbra, andei anos a tentar encontrar essa tal de especiaria chamada Alcaravia. Portanto, depois dos biscoitos lancei-me no bolo de sementes de alcaravia.

Segundo o que diz o livro, é um bolo tradicional inglês com o qual se comemora o fim da sementeira da Primavera. Mas eu não podia esperar até à Primavera, ia morrer de vontade!
Resulta num bolo pequenino, aconselho o uso de uma forma de 17-18 cm, mas delicioso ao estilo pound cake com uma massa tão fofa que parece pão-de-ló.
Quem não tiver sementes de alcaravia pode aromatizar com qualquer outra coisa ou fazer simples.

Este foi o bolo que ficou a arrefecer em cima do fogão e que o Matias fez o favor de provar primeiro, deixando-o com umas quantas dentadas. Motivo para um post no Só Possuídos.
Nos tempos que correm nada se desperdiça, eu cortei as partes que estavam trincadas, daí o bolo já aparecer cortado na foto :) Mas só aparecem as fatias que estavam intactas, as outras foram comidas por trás da câmara fotográfica!

Ingredientes:
125 g de manteiga
1/2 chávena de açúcar refinado
3 ovos ligeiramente batidos
1 1/4 chávena de farinha de trigo com fermento
3 colheres (chá) de sementes de alcaravia (usei 2)
2 colheres (sopa) de leite

1. Aqueça previamente o forno a uma temperatura moderada de 180º C. Unte o fundo e os lados de uma forma redonda de 17 cm com manteiga derretida ou óleo e forre-lhe o fundo com papel vegetal. Com a batedeira, numa tigelinha, bata a manteiga e o açúcar até obter uma mistura lisa e cremosa. Junte-lhe os ovos, pouco a pouco e um de cada vez.
2. Coloque a mistura numa tigela maior e, com uma colher de metal, junte-lhe a farinha peneirada e as sementes de alcaravia, alternado com o leite.
3. Deite a massa na forma e alise a superfície. Leve-a ao forno durante 50 minutos ou até que, ao enfiar um espeto de metal, este saia limpo. Deixe o bolo repousar durante 20 minutos na forma; depois, deite-o numa grelha para que arrefeça (aqui, muito cuidado com os gatos que andam à solta he he). Sirva-o polvilhado com açúcar de confeiteiro.

Esta é finalmente a primeira receita de 2010 :)
Agora vou ali beber um cházinho para curar uma constipação e outras mazelas manhosas!
Bom fim de semana a todos ;)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Azeitonas marinadas

São um veneno mas são dos mais saborosos que podem existir! Não que eu tenha provado outros, ainda não cheguei ao ponto de pensar em suicídio. A vida não está fácil para ninguém e, caso alguém se queira envenenar... que o faça com azeitonas :)
Para minimizar os estragos, diminuí os ingredientes para metade.

Ingredientes:
450 g de azeitonas verdes grandes de conserva, descaroçadas, escorridas (mais nada?)
4 dentes de alho, pelados
2 colheres (chá) de sementes de coentro
1 limão pequeno
4 raminhos de tomilho fresco
4 bolbos de funcho com rama (não usei)
2 malaguetas vermelhas frescas (opcional)
pimenta
azeite extravirgem, para temperar

Preparação:
1. Para permitir que os sabores da marinada penetrem nas azeitonas, coloque-as numa tábua de picar e, com o rolo da massa, esmague-as ligeiramente. Em alternativa, use uma faca afiada e faça incisões longitudinalmente nas azeitonas. Usando a parte não afiada da faca, esmague ligeiramente cada dente de alho. Esmague, num almofariz, as sementes de coentro. Corte o limão, com a casca, em pedaços pequenos.

2. Coloque as azeitonas, o alho, as sementes de coentros, o limão, o tomilho, o funcho e as malaguetas, se as usar, numa taça e agite bem. Tempere com pimenta, mas não será necessário adicionar sal, uma vez que as azeitonas de conserva têm sal suficiente. Deite os ingredientes num frasco com tampa. Verta azeite suficiente, de modo a cobrir as azeitonas, e sele o frasco muito bem.

3. Deixe as azeitonas ficar à temperatura suficiente durante 24 horas, a seguir deixe-as marinar no frigorífico durante pelo menos 1 semana, mas preferencialmente durante 2 semanas antes de as servir. De vez em quando, agite o frasco ligeiramente, de modo a misturar os ingredientes. Volte a colocar as azeitonas à temperatura ambiente e retire-as do azeite para servir. Sirva com palitos para picar as azeitonas.



Notas: Não usei azeitonas descaroçadas, usei o que tinha em casa mas, como é óbvio, a marinada não penetrou no interior, mesmo tendo feito os cortes longitudinais. No entanto, gostei muito do sabor com que ficaram, especialmente das sementes de coentros que ainda não tinha experimentado.
O azeite pode ser aproveitado para cozinhar ou temperar, uma vez que já está aromatizado.
Receita retirada do livro da Parragon Books "Cozinha Mediterrânica".

Esta é mais uma de 2009 e ainda faltam algumas para me livrar do ano velho! E já tenho receitas de 2010 em lista de espera. Voltei à cozinha há uns dias atrás :)
Podia publicar várias receitas por dia ou uma todos os dias. Mas isso faz com que metade das pessoas nem tenha tempo para vê-las, eu sei que me vejo aflita para ler e comentar os blogs que publicam todos os dias! E já agora, facilitava muito se não fizessem verificação de palavras. Sou míope e aquelas letras pequeninas e muito juntinhas fazem com que se me baralhem os olhinhos e os neurónios ;)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Biscoitos de cacau e alcaravia

A última das receitas de Natal/Passagem de ano foram estes biscoitos de alcaravia que encontrei aqui, depois de uma pesquisa a tentar encontrar receitas com esta especiaria. Não foi nada fácil e não encontrei muita coisa, se alguém souber de uma boa receita que avise :)

Não é fácil encontrar alcaravia (caraway) em Portugal e na minha viagem a Lisboa o Verão passado, já estava a caminho da estação para apanhar comboio de volta para casa quando entramos na Delidelux e eu fiquei parva da minha vida com coisas que só ali vi!
Enquanto a M. tomava o pequeno-almoço eu abandonei-a para percorrer as prateleiras. Aiii se não fosse a falta de dinheiro no bolso!!!

Encontrei as sementes de alcaravia e decidi não trazer devido à data de validade que estava muito próxima. A M. ficou de tentar encontrar noutro lado mas não conseguiu. Mais tarde, enviou-me pelo correio o frasquinho.

Estas sementes (na verdade são frutos), são muito usadas para condimentar legumes cozidos, fazer pães, bolos, biscoitos, queijos e licor. Já fiz chá e fica muito bom, surpreendeu-me! Aqui tem algumas indicações acerca dos benefícios do chá de alcaravia.


Ingredientes:
100 g de manteiga
200 g de açúcar
350 g de farinha
30 g de cacau em pó
1 colher (chá) de canela moída (opcional)
1 colher (chá) de gengibre em pó (opcional)
3 g de alcaravia (usei uma colher de sopa)
1 g de raspa de laranja (usei uma colher de chá)
1/2 colher (chá) de bicarbonato ou fermento
1 ovo
3 colheres (sopa) de café forte

Preparação:
Misture os ingredientes pela ordem . Se tiver um dispára-biscoitos, dispare cerca de 6-8 cm de massa e forme um círculo. Leve ao forno por 10 minutos a 180º C ou até estar pronto. Polvilhe com açúcar em pó.

Usei um saco de pasteleiro, não me apeteceu sujar e lavar os apetrechos do dispára-biscoitos he he
Pode usar-se outras especiarias, tal como: noz-moscada, cravinho, cardamomo e anis. Cerca de 1 colher de chá de cada. Eu optei apenas pela canela e pelo gengibre que me remetem mais para a época natalícia.
Guardam-se bem durante duas semanas em frascos hermeticamente fechados. Eu sei porque foram feitos no Natal e só terminaram depois da passagem de ano, andava tudo enjoado de doces :)

ATENÇÃO: Alcaravia (carum carvi) não é igual a cominho (Cuminum cyminum L).