quarta-feira, 4 de maio de 2011

Geleia de abacaxi


Os domingos aqui em casa, normalmente, estão pautados por ter à mesa rodelas de abacaxi que acompanham a carne assada. O ananás é bem mais caro e mais ácido. Domingo é doçura e o abacaxi, se for bom, preenche o almoço e embeleza a mesa. Que dizer então das cascas que sobram? Se o interior é doce e o exterior estiver em boas condições, poderemos aproveitar tudo que ele tem para nos dar. É assim que, com cascas de abacaxi, fazemos aumentar a nossa "casca de laranja" ;)

Esta é uma receita sem medidas certas. O que têm a fazer é cortar as cascas do abacaxi em tiras grossas, depois de lhe ter sido retirado a polpa, colocar dentro de um tacho e cobrir as cascas com água. Leve ao lume e deixe ferver durante 10 minutos, em lume brando.
Coe o líquido e verifique, através de um medidor, quanto é que obteve em líquido e junte-lhe a mesma quantidade de açúcar (por exemplo: para 1 litro de líquido adicione 1 kg de açúcar). Leve ao lume novamente e deixe ferver até obter ponto-fio forte. Coloque dentro de frascos esterilizados e feche hermeticamente.

Notas:
Acabo por diminuir sempre um pouco a quantidade de açúcar, mas leva mais tempo até atingir o ponto-fio forte (quando colocada uma gota da calda ligeiramente arrefecida entre o polegar e o indicador, forma-se um fio ao unir e afastar os dedos).
Vi a sugestão na revista Mulher Moderna na Cozinha nº 151, Outubro de 2008.
A geleia pode ser conservada à temperatura ambiente, por muitos meses, ao abrigo da luz. Depois de aberta deve ser colocada no frigorífico por cerca de 1 mês.

Continuação de boa semana.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pão de atum e azeitonas

Photobucket


A minha intenção é repetir esta receita em breve - é mais uma que pertence ao arquivo de 2010 - mas sei que vou fazer novamente, não só porque gostei do resultado mas porque não gostei da foto. Eu fiz num tabuleiro rectangular contudo, acho que ficará bem mais bonito se for feito numa forma de bolo inglês, tal como eu o vi no blog As nossas cozinhas, de onde esta receita foi retirada.
Os dias vão começar a aquecer - apesar das promessas de chuva e vendavais - os piqueniques são já anotados na agenda e, mentalmente, esta receita é relembrada para esses dias que se esperam prazerosos :)

Ingredientes:
250 gramas de farinha com fermento
1 pacote pequeno de parmesão ralado
2 latas de atum de conserva
1/2 colher (chá) de caril
125 ml de leite
100 ml de azeite
1 colher (chá) de sal refinado
4 ovos
azeitonas pretas q.b.
folhas de tomilho frescas

Preparação:
Depois de misturar bem todos os ingredientes e obter um creme homogéneo, coloque tudo numa forma rectangular e leve ao forno por 45 minutos, o tempo suficiente para que ao espetar um palito, este saia seco.

Bom fim de semana a todos e obrigada pelas visitas :)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tiramisu


No livro "The Chocolate and Coffee Bible", de onde eu retirei esta receita, vem a descrição do nome Tiramisu. Diz que o nome desta sobremesa clássica é traduzido para algo como "pick me up" que em português do norte é como quem diz: "Alevanta-me filho que eu a modos que me sinto a desmaiar e estou a ver-me a bater com a testa na bancada da cozinha" :) E continua por dizer que, o nome deriva do facto de a sobremesa ser tão boa, tão boa que faz, literalmente, alguém sentir-se a desmaiar quando a prova.
Não querendo exagerar, até porque nunca desmaiei e ainda não cheguei ao ponto de bater com a testa na bancada, Tiramisu é mesmo um clássico que sabe bem em qualquer altura e que, não levando ovos, fez com que me levasse a prepará-la mais prontamente.

Ingredientes:
225 g de queijo mascarpone
25 g de açúcar em pó
150 ml de café forte, frio
300 ml de natas
45 ml/ 3 colheres (sopa) de licor de café
115 g de palitos la reine
50 g de chocolate negro
cacau em pó, q.b.

Preparação:
Unte uma forma de bolo inglês e forre-a com película aderente.
Coloque o mascarpone e o açúcar numa bacia grande e bata por 1 minuto. Adicione 2 colheres (sopa) do café frio e mexa bem.
Bata as natas com 1 colher (sopa) do licor até obter picos suaves. Adicione uma colher à mistura do mascarpone, envolva e depois vá adicionando o resto.
Deite metade da mistura na forma e alise a superfície.
Coloque o resto do café juntamente com o licor num prato sopeiro e "demolhe" aí metade dos biscoitos (apenas de um lado). Coloque-os por cima da mistura de mascarpone apenas numa camada. Coloque o resto da mistura por cima dos biscoitos e alise a superfície.
Demolhe os restantes biscoitos na mistura de café e arranje-os no topo da forma. Se sobrar algum café, espalhe-o por cima dos últimos biscoitos na forma (não aconselho porque vai ficar demasiado líquido). Cubra o topo da forma com película aderente e leve ao frigorífico por, pelo menos, 4 horas.
Cuidadosamente, vire o tiramisu para uma travessa de servir, retirando a película aderente, e salpique-o com o chocolate raspado e o cacau em pó. Sirva cortando em fatias.

Com esta sugestão participo no passatempo "Alquimia de Ingredientes" da minha amiga Ana do blog Eu Mulher. Se bem se lembram, fez agora dois anos em Abril que algumas blogueiras se encontraram pela primeira vez no Porto, para nos conhecermos e para conhecer o casal brasileiro que estava de visita :)

Fez também um ano em Abril que me deram a conhecer o Algarve pela primeira vez, e que consolidei amizades já feitas e outras que se fizeram a sul e que, por incrível que pareça, permanecem até hoje. A todas, o meu carinho e agradecimento por tão bons momentos ;)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Penne com abóbora e bacon


Não vamos exagerar dizendo que o Inverno parece ter voltado. Isto é o Outono na sua mais pura condição, a temperatura não está demasiado baixa, há chuva e céus cinzentos, às vezes dão sinal de estarem muito zangados, mas nada que não se aguente :)
Esta receita foi preparada no último dia de 2010. Sim, isto das publicações anda mais que atrasado, umas ultrapassam as outras sem pedir autorização. É conforme a vontade e eu, que já tinha vontade de Outono, tive agora vontade de partilhar um prato com sabores e cores outonais. E, mesmo com chuva e céu escuro, os passarinhos não deixam de cantar e anunciar a estação que tornará a ser colorida novamente.

Ingredientes:
1 abóbora manteiga
3 colheres (sopa) de manteiga/azeite
1/2 cebola, picada finamente
1 chávena de água
1 embalagem de folhas de espinafres congeladas ou 1 molho de espinafres frescos
85 g de bacon, cortado em pedacinhos
massa q.b. (usei penne integral)
queijo parmesão q.b.

Preparação:
Leve uma panela com água ao lume para cozer a massa.
Descasque e corte a abóbora aos cubinhos (é a parte que leva mais tempo e podem fazê-lo antes de começar a receita). Descasque a cebola, e pique-a finamente, corte o bacon aos quadrados pequenos.
Leve a manteiga/azeite a derreter e adicione a cebola. Cozinhe até que fique levemente dourada, adicione o bacon e cozinhe por cerca de 2-3 minutos, até que comece a ficar crocante/tostado.
Junte a abóbora cortada e tempere com pimenta e sal. Adicione uma chávena de água, mexa e cubra por cerca de 8-10 minutos até que a abóbora fique amolecida. Se, após esse tempo, continuar rija, vá adicionando água aos poucos.
Quando a água para a massa começar a ferver, adicione sal a gosto e a massa. Cozinhe até que fique al dente e, antes de coar, reserve 1/2 chávena de água da massa. Coe a massa e reserve.
Adicione os espinafres à abóbora (caso forem dos congelados, descongele antes e drene-os) juntamente com a água da massa reservada, e vá amassando a abóbora com as costas de uma colher para que ela se desfaça. Deixe cozinhar mais um pouco e, caso obtenha um molho grosso, adicione mais 1/4 chávena de água.
Misture o molho com a massa cozida e sirva com o queijo ralado.

Notas:
Baseei-me nas receitas que vi nos blogs Former Chef Cake, Batter and Bowl.
Considero o bacon opcional, podendo tornar esta receita vegetariana mas não menos saborosa.

Bom resto de semana e obrigada pelas visitas :)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Gelado de alfazema


Aqui já não é Primavera, foi um ar que se lhe deu, ela foi-se mas não sem antes deixar uma promessa de  regresso. Está quente, abafado, demasiado intenso para esta época do ano. Está bom para queimaduras solares, passear, tomar café com blogueiras até então desconhecidas, enxaquecas, muitas dores nos ossos, conversar e comer gelados :) A lavanda está em plena fase de floração, passo e deslizo a ponta dos dedos para encerrar o perfume dela em mim por breves instantes. É uma lavanda que não me pertence mas que, por coincidência, descobri no meu caminho e fico tão fascinada quando lhe passo os dedos como quando saboreio uma colherada deste gelado cremoso.

Ingredientes:
8 caules de alfazema inglesa (ou 4-6, se na época estiver em plena floração)
2 1/2 chávenas (600 ml) de natas
1 pedaço pequeno de casca de limão
2/3 chávena (160 g) de açúcar
4 gemas de ovo, ligeiramente batidas

Preparação:
Passe a alfazema por água, seque-a, e em seguida coloque-a numa caçarola com as natas e a casca de limão. Aqueça até ficar quase a ferver e em seguida adicione o açúcar e mexa até dissolver. Passe a mistura por um coador fino e em seguida deite-a numa tigela juntamente com as gemas de ovo. Transfira novamente a mistura para a caçarola e deixe cozinhar em lume fraco, mexendo ao mesmo tempo, até engrossar o suficiente para cobrir a parte de trás de uma colher - não deixe ferver. Deite a mistura num tabuleiro de metal frio para que arrefeça, ou congele numa máquina de fazer gelados, seguindo as instruções do fabricante. Deixe congelar até toda a extensão da borda ficar congelada, mas não o centro.
Bata a mistura num robô de cozinha ou tigela até ficar lisa. Congele novamente. Repita esta sequência mais duas vezes. Tape com papel parafinado e coloque no congelador.

Notas:
Receita retirada d' O livro essencial da cozinha mediterrânica.
Não tendo alfazema fresca, usei 2 colheres de chá (mal medidas) de alfazema seca biológica.
Deitei a mistura directamente para um tupperware, deixei arrefecer e levei ao congelador. Sem máquina, tive que bater a mistura com a batedeira. Também não usei papel parafinado, se congelarem num tupperware e taparem bem, não há necessidade disso.
Guardo as claras de ovos para posteriores utilizações culinárias.

Fezoca, a primeira colherada é sua ;)
Bom fim de semana a todos!

sábado, 9 de abril de 2011

Bacalhau às postas


O Alessander, dono do blog Cuecas na Cozinha, pediu-me que sugerisse um prato de bacalhau para esta época do ano já que, segundo ele, a Páscoa é uma boa desculpa para comer bacalhau no Brasil. Em Portugal, feliz ou infelizmente, não precisamos de boas nem más desculpas para comer esta especialidade :)
Apostei numa receita tradicional da zona de Viana do Castelo, que vi no livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto, que já tencionava fazer há algum tempo. Obrigada Alessander por teres dado um empurrãozinho que me levou a fazer esta receita mais cedo do que eu contava. Podem dar uma espreitadela no Cuecas na Cozinha para visualizar a publicação que ele fez.


Ingredientes:
4 postas de bacalhau
4 dl de azeite
2 cebolas
6 dentes de alho
1 dl de vinho maduro branco
1 colher sopa de colorau
800 gr de batatas

Preparação:
Põe-se o bacalhau de molho, escorre-se, enxuga-se e frita-se em azeite.
À parte faz-se uma cebolada, cozendo em 2 dl de azeite as cebolas cortadas às rodelas finíssimas com o alho picado. Quando a cebola estiver translúcida, rega-se com o vinho branco e tempera-se com pimenta e o colorau.
Dispõem-se as postas de bacalhau no prato de serviço e cobre-se com a cebolada. À roda do bacalhau dispõem-se as batatas cortadas às rodelas e fritas no azeite que serviu para fritar o bacalhau.

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Bolo húmido de chocolate



Embora a primeira postagem deste blog tenha sido feita em Janeiro de 2008, ele andou meio perdido, a tentar encontrar um caminho, uma definição, a personalizar-se e, finalmente, assentou alicerces em Abril. A partir daí houve um renascer, o blog "saiu do armário" e estabeleceu-se como blog culinário, sem nunca deixar de lado o cunho da minha vida pessoal, deixando para trás as reticências. Mas não se preocupem que não vos vou lançar desafios para que homenageiem este espaço. Os comentários que vou recebendo são suficientes para que eu aqui permaneça e continue a tentar melhorar e dar o melhor que posso a quem o lê. Além do mais, quem quiser homenagear o blog, pode fazê-lo em qualquer altura e eu até apreciarei mais :)

Hoje sou eu quem tem um agradecimento a fazer, hoje sou eu que ofereço o bolo, hoje sou eu quem humildemente pede desculpa por qualquer coisinha, hoje cumprimento todos que me ajudaram com a batalha que tenho travado com o meu gato possuído. Ele entrou na minha vida e entrou pelo blog dentro, e com ele vieram as preocupações, as estórias possuídas, o choro compulsivo e a incerteza do futuro. Por causa dele, eu recebi mais do que estava à espera. Portanto, fica aqui - um ano depois dele ter feito a ressonância e, feliz ou infelizmente, não ter sido encontrado nada - o meu eterno agradecimento a todos quantos contribuíram para ajudar um gato possuído, que morrerá possuído porque pouco ou nada pode ser feito :) Não sei se ele é feliz mas nós aqui em casa somos felizes por tê-lo connosco, embora a preocupação seja permanente e os ataques continuem. 
Muito obrigada por tudo, a todos! 


Bolo húmido de chocolate
do blog Kitchen Simplicity

2 chávenas de farinha
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento em pó
2 colheres (chá) de bicarbonato
3/4 chávena de cacau
2 chávenas de açúcar
1 chávena de óleo
1 chávena de café
1 chávena de leite
2 ovos
1 colher (chá) de extracto de baunilha

Preparação:
Junte os ingredientes secos. Adicione o óleo, café e leite. Misture até estar bem combinado. Adicione os ovos e a baunilha e mexa até estar bem incorporado (cerca de 2 minutos).
Unte e enfarinhe 2 formas de 22 cm de diâmetro. Coloque a massa e leve os bolos ao forno por 25-30 minutos a 180º C ou até que um palito saia seco.
Deixe os bolos arrefecerem por 10 minutos e depois desenforme.


Recheio e cobertura
do blog I bake what i like

1 colher (chá) de gelatina em pó hidratada durante 10 minutos em 2 colheres (sopa) de natas frias
2 chávenas de natas
1 colher (sopa) de açúcar em pó
1/2 colher (chá) de extracto de baunilha

Preparação:
Quando a gelatina estiver hidratada, derreta-a em lume brando até estar bem dissolvida, sem deixar ferver. Reserve.
Coloque as natas numa bacia gelada e bata vigorosamente até começar a tomar forma. Adicione o extracto de baunilha, o açúcar em pó e continue a bater até formar picos suaves. Adicione a gelatina enquanto continua a bater as natas. Pare de bater quando ficarem bem firmes. Use imediatamente.

Notas:
Para este bolo usei duas formas de 18 cm de diâmetro. Dividi cada bolo ao meio e obtive um bolo de 4 andares. Recheei cada camada de bolo com as natas e na camada do meio, antes das natas, passei uma camada de compota de framboesa. Continuei até terminar e depois cobri com as natas restantes. Depois usei um saco de pasteleiro para confeitar, decorei com nozes pecãs e confeitos coloridos.
Diminuí a quantidade de óleo para 1/2 chávena e a de açúcar para chávena e meia. Já fiz este bolo com alfarroba e com cacau. Ninguém nota a diferença, nem eu. Este das fotos foi feito com farinha de alfarroba. As fotos é que não estão grande coisa, mas o bolo é perfeito.
A primeira vez que preparei o recheio, tive que derreter a gelatina novamente antes de a incorporar às natas batidas. A gelatina ao arrefecer solidifica e torna-se impossível envolver. Opto por deixá-la hidratar e derrete-a pouco antes de juntar às natas.
Normalmente faço o bolo à noite e também preparo o recheio. Deixo o recheio no frigorífico, ele vai ficar mais sólido e mais fácil de usar com o saco de confeiteiro.

Continuação de boa semana!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bolachas rústicas integrais de Za'atar


Za'atar é uma mistura de especiarias bastante apreciada na Turquia e no Norte de África. É basicamente composta por sementes de sésamo tostadas, tomilho seco, sumagre/sumac e sal. No entanto, outras ervas podem ser acrescentadas e vão variando de região para região. A mistura que eu tenho veio do Brasil e não sei muito bem qual a sua composição, mas sei que é bastante boa.

Pensando numa despedida, numa reunião, numa refeição, juntaram-se pessoas, amigas, unidas pela comida e por outros interesses que lhes são comuns. Tal como no Za'atar, somos uma "mistura de especiarias" que vamos dando cor aos nossos dias, intensificando o sabor da amizade, enraizando na memória o odor da partilha, embebendo a tristeza da saudade mesmo antes da partida. No final, depois do choradinho, polvilhamos o açúcar, embebemos a doçura dos versos e dos abraços, com a certeza do reencontro, com o desejo de felicidade eterna, com a espera das novas aventuras, de novos sabores e experiências. Tal como as especiarias, cada uma vale por si, mas pinceladas juntas há, com toda a certeza, uma vivência bem particular.

Ingredientes:
1 1/2 chávena de farinha para pão
1 1/2 chávena de farinha integral
2 1/2 colher (chá) de fermento em pó
1 1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de mel (usei mel Algarvio)
1/3 chávena + 2 colheres (sopa) de azeite
2/3 chávena de água morna + 2 ou 3 colheres (sopa) se necessário
8 colheres (chá) de za'atar ou outras sementes*

Preparação:
Misture as farinhas numa tigela e adicione o fermento e o sal.
Noutra tigela, junte o mel com a água e o azeite.
Junte os ingredientes líquidos aos sólidos e trabalhe a mistura com uma colher. Se tiver dificuldades com a massa, junte mais uma colher de água de cada vez. A massa não se deve colar às mãos mas também não deve ficar muito seca.
Forme uma bola e amasse até que não exista nenhuma farinha residual na tigela. Passe a massa para uma superfície enfarinhada e trabalhe-a por 5-6 minutos até que fique flexível e elástica.
Embrulhe a massa em película aderente e deixe descansar por 30 minutos ou 1 hora se tiver tempo.
Pré-aqueça o forno. Divida a massa em 4 partes iguais. Cubra a massa restante com um pano limpo. Role uma porção de massa e estique-a até ficar fina (não demasiado) e em forma rectangular. Pincele a massa com azeite e salpique com 2 colheres (chá) de za'atar.
Corte a massa na forma que desejar e leve ao forno por 20-25 minutos ou até que fiquem douradas e crocantes.

Notas:
Fiz a massa na MFP, coloquei primeiro a mistura líquida e depois a mistura de farinha, deixei amassar e quando terminou, desliguei a máquina e deixei a massa lá dentro a repousar. 
Tentei contar quantas bolachas obtive mas desisti a meio porque foram muitas e depende sempre do tamanho que vocês quiserem. Eu obtive cerca de 100, metade versão salgada, metade versão doce. 
São óptimas para petiscar com um dip ao lado, mas eu uso a mistura salgada para comer com sopa ou simplesmente para ingerir uma atrás da outra, as doces são completamente viciantes. Caso não tenham za'atar, podem usar a vossa mistura de especiarias favoritas ou as seguintes combinações sugeridas:
  • Doce- 2 colheres (sopa) de açúcar amarelo, 1 colher (chá) de canela moída, 1 pitada de noz moscada;
  • 1 colher (chá) de paprika, 1 colher (chá) de oregãos, 1 colher (chá) de mostarda em pó, 2 colheres (chá) de alho em pó;
  • sal e pimenta;
  • sementes de sésamo, sementes de papoila e sementes de linhaça com uma pitada de sal
No meu caso, fiz a versão salgada com o za'atar e a versão doce com o aroma a canela. Também já experimentei com a mistura de especiarias marroquina da NoMU e ficou muito bom. Na foto, em primeiro plano estão as bolachas de za'atar, em cima as marroquinas e a Oeste as doces. Ficam muito crocantes e, caso não as comam todas de enfiada, devem ser guardadas num recipiente hermético.
Podem ver a receita com o passo-a-passo no blog Choosy Beggars.

Aproveito para agradecer às minhas amigas que fazem com que eu me sinta sempre indispensável. Um até breve a alguém que é indispensável para mim!
Agradeço de antemão a todos os visitantes e todos os comentários que venham a ser feitos :) Bom resto de semana!

terça-feira, 29 de março de 2011

Bolo molhado de limão


Verdes são os campos da cor do limão
Perdoem o Camões que ficou de olho na mão.
Aqui o limão é bem amarelinho
O bolo ficou fresco, leve e molhadinho :)

Há dias em que nada mais pode ser dito, acrescentado ou inventado. A verdade vale mais que muitas imagens, incentivos, pedidos esclarecidos de que podem e devem fazer este bolo. Este é especial, só para quem tem esse gosto particular que os distingue de todos os outros comuns mortais. Este é para os adoradores de limão, inclusive o Camões que os enxergava, verdes, mas enxergava :)

Ingredientes:
2 limões grandes
60 g de farinha
1 pitada de sal fino
180 g de açúcar
3 ovos grandes, separados
2,5 dl de leite
manteiga para untar

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Raspe 1 colher (sopa) de casca limão e esprema 6 colheres (sopa) do sumo. Misture a farinha, o sal e 1/2 chávena de açúcar numa tigela grande.
Noutra tigela, misture as gemas, o leite, a raspa e o sumo de limão. Junte à mistura de farinha. Mexa.
Bata as claras em flocos, junte o restante açúcar e bata até as claras ficarem firmes. Bata cerca de 1/4 das claras com o preparado anterior e incorpore depois as restantes, sem bater.
Deite a massa numa forma untada e leve ao forno, em banho-maria, até o bolo ficar fofo e dourado (cerca de 45 minutos). Desenforme e sirva morno.

Notas:
Usei uma forma de buraco, untei-a com Spray Espiga. Diminuí a quantidade de açúcar para 150 g, achei suficiente.
A receita é da Revista "Boa Mesa" nº 10 de 2004.
A parte inferior do bolo, depois de desenformado, fica leve e fofa, o topo fica "apudinado". Sugerem que se sirva morno mas eu preferi à temperatura ambiente.
Para que fique esclarecido, eu sei que há limões verdes e que os limoeiros são verdinhos ;)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vou contar-vos como foi


Esta história é da e para a minha mãe, já que nos anos 60 e 70 eu ainda não estava nos planos.

São 8 irmãos, 4 rapazes e 4 raparigas. Elas são todas Maria e eles quase todos Manéis, com um José pelo meio só para destoar. Havia um pai e uma mãe, um tio paterno, mais o pai do meu avô e uma tia da minha avó - casada com um irmão da minha avó, mas já viúva e mais conhecida por "velhota" - eram muitos, 13 sentados à mesa. Naquele tempo fazia-se broa de milho para 8 dias e usava-se como unidade de medida a arroba. Naquele tempo o pão durava e, mesmo duro, era bem aproveitado. A farinha usada era peneirada, só farinha de milho branca, com a água, o sal e o fermento de padeiro. Fui ouvindo estas histórias pela minha vida fora, a família é divertida, as tropelias da infância marcaram-lhes a memória e choramos a rir com isso. Dizem que já não há amigos como antigamente e pão também não. Nasci nos loucos 80, mas a broa de milho perpetuou-se no tempo, a minha avó paterna também a fazia e eu acompanhava todo o processo mas a memória é traiçoeira.
Depois de falar com a minha mãe, depois de ligar à minha tia, chegamos aos ingredientes, mas as quantidades é que foi pior. Resolvi tentar e testar. A receita poderia até nem dar certo - na primeira tentativa foi parar ao pato - mas a história, essa, não falha:

Os oito juntavam-se e, tal como é natural, brincavam às mães e aos filhos. Elas, com pouca diferença de idade umas das outras, reuniam-se, preparavam o almoço e colocavam os irmãos em sentido, em filinha e de bico aberto. É dever das mães sustentar os filhos, certo? Claro que sim, e elas tratavam bem deles. A broa era esfarelada e picavam uma cebola bem picadinha. Misturavam tudo e diziam aos "pintainhos" para abrir a boquinha :) Aquele que se atrevesse a cerrar os dentes, levava com uma delas a tapar-lhe o nariz e outra a enfiar-lhe pela goela abaixo essa deliciosa iguaria que resultava num hálito maravilhoso para o resto do dia ;) Há ainda um tio verdadeiramente traumatizado e que nem pode ouvir falar em broa com cebola!

As crianças são o espelho dos pais! A minha avó materna - conta a minha mãe - usava a broa de milho já bem dura, com 8 dias, partida em pedacinhos, salpicada com umas colheradas de açúcar e uns goles de vinho tinto caseiro e começava a chamar pelos filhos: "Venham cá que é hora do lanche!". Os 8 sentados à mesa, engoliam sem esforço, sem narizes tapados à força, as sopas de cavalo cansado :) Para rematar, entre muito riso e pouco juízo que este desafio me trouxe, diz-me a minha mãe assim: "Nenhum de nós nunca partiu um osso, entre broa com cebola e broa com vinho tinto, estamos rijos e prontos para o que der e vier".
Se fosse hoje, digo eu, estariam todos entregues à segurança social!

Broa de milho

500 g de farinha de milho branca
20 g de fermento de padeiro
300 ml de água
1 colher (chá) de sal

Amorna-se a água e nela se dissolve o fermento. Junta-se a farinha e o sal. Amassa-se bem e deixa-se levedar até que dobre de volume. Antigamente, deixava-se de um dia para o outro. Depois de levedada, passa-se para uma bacia com farinha e dá-se uma volta à massa para a enfarinhar. Coloca-se num tabuleiro enfarinhado e leva-se a forno bem quente até ficar com a côdea dura e bem dourada.
Podem fazer e levedar a massa na MFP.

Esta receita e esta pequena história são a resposta ao desafio "Conte-me a sua receita", proposto pela Laranjinha. Estende-se até dia 27 de Março e, se têm alguma receita com história destas décadas, ainda vão a tempo de participar :)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tarte de cebola caramelizada

Pizza folhada

Ia eu começar a escrever algo acerca desta sugestão que vos trago - uma receita que já repeti vezes sem conta e até com algumas variações - quando estagnei na palavra "repetir". Recuei uns anos - muitos - e lembrei-me da primeira vez em que ouvi esta espécie de adivinha em jeito de lengalenga, em que alguém me contava e, posteriormente, perguntava:
"Havia uma mãe que tinha 3 filhos, o mais velho chamava-se Repete, o do meio Repete Repete e o mais novo Repete Repete Repete. Como se chamava o filho mais velho?". Eu, muito crente, lá respondia: "Repete".
E assim eu reforçava a repetição da lengalenga: Havia uma mãe que tinha 3 filhos, o mais velho chama-se Repete, o do meio Repete Repete e por aí vai... até que se respondia novamente "Repete". Na altura, era mais divertido para quem contava e para quem assistia, do que para quem respondia e se sentia um tanto ao quanto anormal e burrinho quando se apercebia da brincadeira. Mas depois, era a nossa vez de brincar com alguém e rir da inocência de outros. 
Tudo para dizer que esta sugestão é daquelas para repetir, repetir, repetir :)

Ingredientes:
Uma base de massa folhada
2 cebolas amarelas, finamente fatiadas
4 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (chá) de tomilho fresco
2 colheres (chá) de açúcar
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de pimenta moída
4 colheres (sopa) de vinho branco
1 chávena de queijo ricotta
1 ovo
1/2 chávena de parmesão

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Numa panela aqueça a margarina, tomilho, cebolas, sal, pimenta, açúcar e vinho por 15 minutos, mexendo ocasionalmente, até que as cebolas fiquem amolecidas e douradas. 
Enquanto as cebolas estão a caramelizar, misture a ricotta com o ovo e reserve.
Desenrole a massa folhada e dobre as bordas, cerca de 1 dedo.
Espalhe a mistura de queijo na base da massa, seguida do queijo parmesão no topo. Adicione as cebolas por cima do queijo e salpique com mais um pouco de queijo parmesão.
Leve ao forno por 25-30 minutos até que a massa fique dourada.

Notas:
Para quem não encontrar ricotta, como eu, ou não gostar, pode usar mozzarella ou barrar a base da massa folhada com azeite. 
Algumas vezes adiciono cogumelos à cobertura, só porque gosto e me apetece. Quando não há vinho branco, uso vinho tinto, foi este o caso mas o sabor é igual.
Caso não queiram ou não tenham massa folhada, podem fazer a vossa preferida e aproveitar este recheio delicioso :)
Vi a receita no blog Savory Sweet Life.

domingo, 13 de março de 2011

Pão de leite com sementes de sésamo pretas


Numa das minhas últimas visitas à capital, chegando bem tarde e sem ter jantado no comboio, fui recebida com um "Já jantaste? Tens fome? Que queres comer? Tenho isto, isto e isto. Escolhe, anda lá que ainda temos muito que preparar!"; ao que respondi: "Ah e tal, eu até nem tenho muita fome, qualquer coisa serve."
Em cima da bancada estava um pão integral biológico revestido de sementes de papoila e havia queijo. Só poderia querer uma fatia disto combinada com uma fatia daquilo :) Mas foi uma espécie de fatia puxa fatia e, entre palavras puxam palavras, fui enfardando pão e queijo até ser chamada à atenção: "Maria Ameixa, pára de comer e ajuda-me a 'desencarquilhar' o manjericão que está a entupir o funil!"
Na manhã seguinte, rumamos à loja de produtos biológicos e viemos de pão fresco debaixo do braço. Um acompanhou-me na viagem de volta ao Norte. 
Há pães que não se esquecem, acolhidas que permanecem e amizades que se transcendem :) Carlota, este é para ti, mudam as sementes mas o essencial está lá!

Ingredientes:
3 chávenas de farinha tipo 65
3 chávenas de farinha tipo 55
1/4 chávena de açúcar
1/4 chávena de manteiga
2 + 1/4 colher (chá) de fermento instantâneo (usei fermento de padeiro fresco)
1 colher (chá) de sal
1 ovo, batido
2 1/2 chávena de leite
1/4 chávena de sementes de sésamo pretas

Para cobrir:
1 clara
sementes de sésamo q.b.

Preparação:
Aqueça o leite sem ferver e adicione-lhe o açúcar e a manteiga. Permita que a manteiga derreta. Deixe arrefecer e misture-lhe o ovo batido, mexendo com uma colher de pau. Junte a farinha tipo 55, sal e o fermento. Mexa até ficar suave e deixe descansar por 10 minutos. Junte as sementes. Comece a adicionar a farinha tipo 65 e, à medida que for engrossando, passe-a para uma superfície enfarinhada, amasse por 10 minutos e continue a adicionar o resto da farinha aos poucos. A massa começará a ficar suave e elástica. Unte uma tigela com azeite, coloque a massa lá dentro revestindo-a com o azeite, cubra com película aderente e deixe levedar por 1 hora ou até dobrar de volume.
Remova a massa e divida ao meio. Dê a forma que quiser. Bata a clara só até que fique espumosa. Passe a clara pelo pão e role-o em mais sementes de sésamo. Coloque a massa numa forma de pão, cubra e deixe levedar até dobrar novamente de volume, cerca de 1 hora.
Corte o topo dos pães com uma faca afiada. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por cerca de 30-35 minutos. Retire e deixe arrefecer numa grelha.

Notas:
Como é comum, a capacidade que a farinha tem de absorver os líquidos, muda de país para país. Neste caso, eu tive que adicionar mais cerca de 2 chávenas de farinha até conseguir que a massa ficasse maleável. A minha sugestão é que usem apenas metade do leite e, depois de adicionar toda a farinha e caso seja necessário, adicionem mais leite aos poucos até obter a consistência desejada. 
Também optei por fazer um pão semi-integral, usando 2 das 6 chávenas de farinha integral.
Para facilitar a preparação do pão, fiz tudo na máquina do pão usando o programa "massa" e deixando levedar, omitindo a parte de revestir a tigela com azeite. Depois segui a receita do modo tradicional.
Podem ser usadas quaisquer sementes da vossa preferência. O pão ficou bem mais apetitoso que as fotos mostram e mantém-se fresco e fofo por, pelo menos, dois dias.
Retirei a receita no blog The Knead for Bread.

Bom Domingo e bom início de semana ;)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Arroz de camarão

Arroz de camarão

A minha mãe queria um arroz de marisco e comprou uns quantos camarões. Não sendo eu capaz dessa fantástica capacidade da multiplicação ou criação de outras espécies de frutos do mar, tive que me desenrascar com o que havia. Basicamente, camarão e só camarão. Do resto, tudo há em qualquer despensa que se preze.
Se é um arroz malandrinho ou um risotto, deixo à consideração de cada um. Isto é como ir à feira e comprar uma falsificação, seja de roupa ou de uma mala. Sabemos que não é o original, não tem a etiqueta do criador/estilista, é muito mais barato e, mesmo assim, ninguém vai reparar porque são completamente idênticos e até saem melhor que a encomenda. Importante é apaziguar o desejo e o mesmo acontece com o arroz. Usei carolino e, para mim que já usei carnaroli, vai dar ao mesmo. É uma falsificação que satisfaz, muito e bem!

Ingredientes:
1 kg de camarão médio
sal q.b.
2 dl de azeite
2 cebolas
5 dentes de alho
0,5 kg de arroz
2,5 dl de vinho branco
4 tomates
coentros ou salsa q.b.

Preparação:
Descasque os camarões e ponha as cascas e as cabeças a cozer numa panela, cobertas de água com sal a gosto, durante 30 minutos. Entretanto, refogue em azeite a cebola e o alho picados.
Junte o arroz e salteie até ficar transparente. Refresque com o vinho, junte o tomate sem pele e sementes e cortado aos bocados. Tempere de sal.
Escorra bem o caldo de cozer os camarões, esmague as cabeças e as cascas para obter todos os sucos. Vá deitando aos poucos o caldo de cozer ao preparado de arroz até este abrir.
Salteie rapidamente os camarões numa frigideira com um pouco de azeite. Junte-os ao arroz, misture e polvilhe com coentros ou salsa picados a gosto.
  

arroz camarão

Notas:
Para facilitar ainda mais a receita, usei camarões já cozidos que descasquei e juntei ao arroz quase no final do cozimento. Guardei alguns inteiros para decoração e devoração :) Não usei caldo, apenas aqueci água à qual juntei uns fios de açafrão e deixei repousar. Depois, fui juntando ao arroz aos poucos.
Ao refogado de cebola e alho adicionei uma pitada de pimenta de espelta.
Receita adaptada da revista "Boa Mesa" nº19 de 2005.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Bolo de iogurte e limão


Em verso lhes dedico esta delícia.
Palavras que saem em ebulição.
Com iogurte faz-se com perícia,
Um bolo com aroma de limão.

Na tarde fria eles ali jaziam
Quando eu os vi, não aguentei.
As minhas mãos pequenas os colhiam,
Enchi a saca e a casa rumei.

Untei a forma, peneirei farinha,
Juntei ingredientes na tigela.
De lá pra cá nesta cozinha,
Espero agradar a clientela.

Ingredientes:
1 1/2 chávena de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de sal
1 chávena de iogurte
1 chávena de açúcar
1/2 chávena de óleo
3 ovos
raspa de 2 limões
1/4 colher (chá) extracto de baunilha
1/4 colher (chá) extracto de limão

Para a calda:
1/3 chávena de açúcar
1/3 chávena de sumo de limão

Preparação:
Peneire a farinha, fermento e o sal numa tigela média. Noutra tigela maior combine o iogurte, açúcar e o óleo. Acrescente os ovos, um de cada vez, mexendo até incorporar. Adicione as raspas de limão, a baunilha e o extracto de limão. Por fim, junte os ingredientes peneirados à mistura líquida (tudo de uma vez) e misture até ficar homogéneo.
Despeje a massa numa forma de bolo inglês bem untada e leve ao forno pré-aquecido a 180º C por 50 minutos ou até que um palito saia limpo.
Nos últimos 5 a 10 minutos de forno, leve a lume médio os ingredientes da calda até que o açúcar se dissolva. Deixe arrefecer um pouco esta calda. Retire o bolo, deixe arrefecer dentro da forma, em cima de uma grade, por alguns minutos. Espete-o com o bico de uma faca ou palito e derrame a calda de limão por cima. Desenforme e deixe arrefecer completamente.

Notas:
Vi a receita no blog No calor do fogão.
Quem não tiver extracto de baunilha, pode usar sumo de limão.
Fiz o bolo numa assadeira rectangular por isso ficou baixinho.
O bolo também leva uma cobertura e, tal como a Letrícia, eu não usei mas a receita está no blog dela para quem quiser experimentar.

Bom fim de semana!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Omeleta de courgette

Do tempo em que ainda tinha manjericão,
Um punhado dele, uma pitada de noz-moscada.
Metade da receita, 4 ovos ali à mão,
Courgettes saborosas fizeram uma boa "omeletada"!
Ingredientes:
80 g de manteiga
400 g de courgette, fatiadas
1 colher (sopa) de manjericão fresco, bem picado
1 pitada de noz-moscada
8 ovos, ligeiramente batidos

Preparação:
Derreta metade da manteiga numa frigideira antiaderente com 23 cm de diâmetro. Acrescente as courgettes e deixe cozinhar em lume moderado durante 8 minutos, até ficarem ligeiramente douradas. Adicione o manjericão e a noz-moscada, mexa, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar por 30 segundos. Transfira o conteúdo para uma tigela e mantenha quente.
Limpe a frigideira, leve-a novamente ao lume e derreta o resto da manteiga. Tempere ligeiramente os ovos e deite-os na frigideira. Mexa devagar em lume alto. Pare de mexer quando os ovos começarem a assentar em forma de grumos uniformes, pequenos e esponjosos. Reduza a temperatura e levante as bordas para evitar que os ovos colem. Agite a frigideira, fazendo os ovos deslizarem de um lado para o outro, evitando que a omeleta agarre. Quando estiver quase assente, mas com a superfície ainda a mostrar a matéria líquida, espalhe as courgettes no centro. Com uma espátula, dobre a omeleta ao meio e faça-a deslizar para um prato de servir. 

Notas:
Fiz metade da receita acima descrita que, neste caso, serviu duas pessoas. 
Em 20 minutos têm uma refeição quente e saborosa. Retirada de "O livro essencial da cozinha Mediterrânica".