segunda-feira, 6 de junho de 2011

Andorinhas à solta na Invicta


Combinaram as seis andorinhas,
Na Invicta se encontrar.
Estávamos todas mortinhas
Para no Porto passear.

Desta parte quase ninguém sabe,
Mas eu cheguei mais cedinho.
Não tinha muita vontade,
Mas com a Zé comprei um casaquinho.

Na Calzedonia, a menina
Queixava-se do calor.
Eu disse que tinha peninha,
Mas a chuva ia cair sem pudor.

"Não me diga isso!", lá replicou,
"O calor veio pra ficar".
Mas mal a tarde começou,
O céu resolveu pingar.

Contudo, a chuva não nos demoveu
De um encontro na Invicta,
, Conceição, Moira e eu.
Depois a Mónica e a Filipa.

A Zé e eu fomos buscar a Conceição
Assim se formava o grupinho.
Lá saímos da estação,
E aceleramos o passinho.

Subimos a rua contentes
Com muita vontade de tagarelar.
Tanto calor, somos valentes!
Fomos à Batalha a Moira encontrar.

E agora escolher o que comer,
Que a viagem foi comprida.
Na esplanada, não queriam crer,
Estava uma figura reconhecida.

Não conheço o homem, não sei!
"Entra numa novela conhecida".
Eu bem que pra ele olhei,
Mas a rtp2 é a minha vida.

Pera lá, esse não me diz nada,
Mas o que está ao lado dele sentado
A ler o jornal na esplanada
Conheço eu de algum lado.

É da tv com toda a certeza!
Zapping também sei fazer.
Ó tu, jeitoso, ó beleza!
Não queres vir cá ter?

Vocês podem ser famosos,
Ter o público todo à espera.
Mas são muito mais manhosos
Que nós, gajas da blogosfera!

Saquei dos copos e da garrafa.
Quem alinha num Limoncello?
Vá lá, levantem a taça!
Não é xixi, apesar de ser amarelo.

Pedido o folhado de Chaves
Eis que chega a Filipa.
Conta lá tudo, o que fazes?
Deixamos a rapariga aflita.

Conversa puxou conversa
O Limoncello subia.
Faltava-nos a última peça,
A Mónica, que não aparecia.

De repente, chamada desconhecida.
Não atendo, que não sei quem é!
Era a Mónica perdida,
Liguei e perguntei: "Comé que é?"

Tocou-nos no coração,
Ouvir uma senhora dizer
Que a nossa boa disposição
Era uma alegria de se ver.

Depois de dar à treta,
Começamos o passeio.
Lá foi uma Ameixa Seca
Com gajas boas pelo meio.

Encontramos uma feirinha
Cheia de produtos artesanais.
Mesmo no meio de uma ruínha
Entre sapos, malas e tanta coisa mais.

Lá nos apressamos
Porque começou a pingar.
N'A Vida Portuguesa entramos
Para tudo coscuvilhar.

Não faltavam obras-primas
Do Bordallo à Regina
Farinha 33, muitas caixinhas
Pura arte, loja fina.

Prosseguimos em diante
Para visitar a Lello e Irmão.
Tanto livro, tanta estante!
Muita gente, grande confusão.

Quem o escadario descia
E olhava para os lados,
Um cemitério parecia
De livros repousados.

A rua tivemos de descer
Para subir ao Magestic.
Um café fomos absorver,
Rodeadas de gente chic.

Pastéis e ovos moles fresquinhos
Em cima da mesa a acompanhar.
De repente começam os sininhos
As 18 horas a anunciar.

Corre minha Moira encantada,
Pra esse momento não perder.
S. João e mais uma cambada
De caxecol, pelo FêCêPê vencer.

De volta ao café, a vontade não calava.
Hora da fotografia tirar
Um casal ao lado admirava
O grupo a espalhafatar.

Simpática, a senhora tirou
A nossa foto pra recordação.
Eis que o flash saltou
Surgiu risota até mais não.

Tivemos que nos despachar
A Mónica tinha que ir
Fomos a feira do livro atravessar
E a chuva, teimosa, a cair.

De écharpe, protegi-me bem
Para os longos cabelos proteger.
"Pareces uma muçulmana" disse alguém
E o malvado livro sem aparecer.

Um até breve à Filipa,
Se ela quiser novamente nos ver.
Porque dar-se com gente esquisita,
Não é pra todos, podem crer!

Seguimos com a Mónica pra S. Bento
O comboio já a esperava.
A porta não abre, que tormento!
É de carregar no botão, sua desorientada.

Em S. Bento permanecemos
E faltava a Bola de Berlim.
Vou perguntar ali ao homem, já vemos
Mas ele mentiu com os dentes todos, enfim!

Respondeu que já não tinha os dentes todos
Disse-lhe a Moira, com a inteligência dela
Que foi de comer todos os bolos
Mas ele replicou que preferia vitela.

A Zé também se despediu
Até um próximo encontro.
Ao ir embora sorriu
Apanhou o metro, marcou o ponto.

Subimos a rua outra vez
Em busca da bola perdida.
Ali não há, aqui talvez?
Mas não, Berlim andava fugida.

Levas um pastel, deixa lá
E um ovo mole docinho.
Mas olha aqui, anda cá!
Uma bola, neste cantinho.

Com estas e com outras
É hora de nos despachar.
Não fomos muitas, nem poucas,
Mas foi uma tarde espectacular.

Deixamos a Moira na paragem
E tratamos de embarcar.
Fizemos todas boa viagem,
Bela maneira do dia terminar!

Pela minha parte agradeço
Toda a vossa gentileza.
A verdade é que não me esqueço
Deste encontro, de certeza!

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E a Lisboa alguém quer ir?
Não prometo assim rimar.
Mas não vos vou mentir,
Gostava de alguém lá encontrar.


Continuação de boa semana!

Fotos gentilmente cedidas pelo electrodoméstico da Moira :)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Bastonetes de mostarda


Aqui está uma receita fácil, bonita e rápida, na minha mais modesta opinião. A minha vontade de fazer nadinha, continua, muito devido ao calor. Compilei forças para o encontro de Sábado passado, do qual não vou falar agora porque quem não foi que fosse, pois ficava logo a saber o que se tinha passado :)
Esta receita fica na categoria das entradas e, mal eu saí de casa para trabalhar... nunca mais vi nenhum. Cheguei ao fim do dia e ainda me perguntei pelos bastonetes de mostarda mas, os dois manhosos que ficaram em casa, acabaram com eles em três tempos. Ou seja, é uma entrada que teve saída ;)

Ingredientes:
1 rolo de massa folhada
Mostarda Dijon q.b.
1 ovo
sal marinho ou sementes (usei sementes de gergelim pretas)

Preparação:
Estenda a massa folhada e passe a mostarda apenas numa metade, deixando as margens sem mostarda. Dobre a massa ao meio e fatie, cortando tiras da largura de um dedo, usando um cortador de pizza ou de massas. Bata o ovo com um pouco de água e pincele sobre os bastonetes, salpique sal ou sementes. Leve ao forno pré-aquecido a 200º C por cerca de 15 minutos, ou até que a massa esteja dourada.


A receita vi-a no French Made Easy da Dorie e, com ela, participo no desafio Alquimia de Ingredientes que aceita sugestões com mel ou massa folhada.

Notas:
Podem usar a quantidade de massa folhada que entenderem. Eu usei uma já pronta a desenrolar, mas redonda. As rectangulares são mais apropriadas para esta receita. Usei o papel vegetal em que elas estão enroladas para levar ao forno, não precisando de untar o tabuleiro.

Miúdas de Lisboa e arredores, aproxima-se muito rapidamente encontro na capital. Precisava de saber quem está interessado em comparecer para combinar melhor as coisas. Por favor, enviem-me e-mail, ok?

Continuação de boa semana!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Salada light de massa

Salada light

Sou das que sofrem com o calor, muito! Ele chega e anuncia-se a minha "quase morte". De Ameixa Seca passo a Ameixa Mirrada, Ameixa Murcha, Ameixa Morta. Não faço nada bem, não como bem, não durmo bem, não me sinto bem... resmungo muito comigo mesma. O gato padece com a minha má disposição porque, no calor, eu deixo de ter paciência para felinos que dormem muito de dia e passam as noites a querer andar na "cowboyada". Perdi a cabeça quando ele saltou para cima da escrivaninha de madrugada, dei-lhe uma sapatada e ele caiu redondo no cesto dos papéis. Fiquei sem saber se marquei 2 ou 3 pontos, mas não me orgulho deste afundanço :) Acho que ele saiu ileso, eu continuo aqui meia parada, sem vontade de quase nada, à espera de uma chuvarada para ver se fico mais animada ;)
Enquanto não chega e a fome não é muita, sobrevivo à base de saladas e esta, que vi no Panelaterapia, está completamente aprovada.

Ingredientes:
2 chávenas de massa curta integral
1/2 chávena de ervilhas frescas (usei congeladas)
1/2 chávena de milho
1 lata de atum em água
1 tomate picado
1/4 de cebola picada
2 colheres (sopa) de salsa
2 colheres (sopa) de nozes (opcional)
azeitonas picadas

Molho:
2 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de maionese light
1 colher (chá) de mostarda de Dijon
leite q.b. (não usei, coloquei um pouco da água da cozedura da massa)

Preparação:
Cozer a massa conforme as instruções da embalagem. Cozer as ervilhas e o milho, caso sejam congelados.
Preparar o molho, misturando todos os ingredientes. Depois da massa cozida, escorra e misture ao resto dos ingredientes. Envolva bem o molho na massa, tempere com sal e pimenta e sirva.

Miúdas, prometo estar fina no encontro da Invicta :) Digam é se sempre aparecem ou não, senão vou ficar mais que murcha, mirrada, morta!
Continuação de boa semana a todos.


domingo, 22 de maio de 2011

Bolo de limão e lavanda



E pensar que, se o mundo tivesse terminado ontem, este bolo - e mais não sei quantas dezenas de receitas em lista de espera - teria ficado por publicar :) O mundo não terminou, continua as whe know it, e eu até tenho pena, porque há coisas neste mundo que mereciam a destruição total para todo o sempre. Este mundo, sem dúvida alguma, não é perfeito e nós também não somos. Mas, eu lá tento dar o melhor que posso de mim, o melhor que tenho e posso transmitir e, esta receita que veio do blog Whisk.Flip.Stir, é uma delas. Viver neste mundo só vale a pena quando há uma fatia de bolo para saborear e uma gargalhada sincera para compartilhar.

Ingredientes:
1 colher (sopa) de lavanda seca
4 chávenas de farinha
1 colher (sopa) de fermento
1/2 colher (chá) de bicarbonato
1/2 colher (chá) de sal
230 g de manteiga à temperatura ambiente
2 1/4 chávena de açúcar
3 colheres (sopa) de raspa de limão
5 ovos
1/4 chávena de sumo de limão
1 chávena de iogurte

Glacê:

1 chávena de açúcar em pó
2 colheres (chá) de raspa de limão
2 colheres (sopa) de sumo de limão
1 colher (chá) de lavanda seca
1 pouco de leite ou natas (opcional)


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º C. Unte uma forma de buraco. Peneire a farinha, sal, fermento e bicarbonato para uma tigela, junte a lavanda, misture e reserve.
Combine a manteiga, açúcar e a raspa de limão noutra tigela e bata por 5 a 8 minutos. Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Adicione lentamente o sumo de limão e bata por mais 1 minuto.
Junte 1/3 da mistura de ingredientes secos. Incorpore e junte metade do iogurte. Incorpore na massa e repita novamente, terminando com a mistura de secos.
Coloque a massa na forma, alise a superfície e bata com a forma no balcão para retirar as bolhas da massa.
Leve ao forno por cerca de 1 hora e 10 minutos ou até que o topo esteja dourado e um palito saia limpo. Retire, deixe arrefecer e desenforme. 

Para o glacê, peneire o açúcar, adicione a raspa e o sumo de limão. Mexa. Se necessário, junte um pouco de leite, mexa e coloque por cima do bolo. Enfeite com a lavanda e sirva.

Notas:
Fiz apenas metade da receita e deu um bolo grande. Não podendo dividir 5 ovos em metade, usei 3.

Aproveito para relembrar que, muito em breve, teremos encontro no Porto e outro em Lisboa. Não vai ser o fim do mundo, mas vai estar muito lá perto ;) Quem quiser fazer parte deste acontecimento, é favor entrar em contacto pelo e-mail e, já agora, aproveito para pedir que, quem já se mostrou interessado, confirme a sua presença, ok?

Bom início de semana!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pêras em calda de açafrão


É um dos frutos que acho menos saboroso comer ao natural mas, em contrapartida, é o único que me apetece quando estou meia adoentada. Depois de ter bebido água fria na sexta-feira passada, e de ter passado uma bela tarde de Domingo num piquenique aos pinchos, berros, gargalhadas, sol na moleirinha, fizz de maracujá e etc, estou aqui cheia de dores de garganta e toda entupida. Resumindo, apetecem-me pêras :) Estas vi-as num dos blogs mais inspiradores e bonitos da blogosfera internacional, o Tartelette.
Escolhi pêras pequeninas, para que coubessem todas no tacho ao mesmo tempo e para que rendesse mais. Podem não curar gripes, mas ajudam a aguentá-las. 

Ingredientes:
4 chávenas de água
1 fava de baunilha
1 a 2 colheres (chá) de fios de açafrão
3/4 chávena de açúcar
sumo de 1 limão
4 pêras (usei cerca de 10 pêras pequeninas)

Preparação:
Descasque as pêras e regue-as com o sumo de limão, reserve.
Numa panela funda, junte a água, açafrão e açúcar. Abra a fava de baunilha ao meio e raspe as sementes da fava com a ponta de uma faca afiada. Adicione as sementes e a fava à mistura de açúcar e água.
Leve a ferver sob lume médio-alto, mexendo ocasionalmente para que o açúcar se dissolva.
Baixe um pouco o lume e junte as pêras com o sumo de limão. Cubra o tacho e cozinhe as pêras por cerca de 10-12 minutos, virando-as a meio do tempo para que cozinhem de todos os lados (insira um palito para verificar).
Remova as pêras do líquido e reserve-as num prato fundo ou pequenos ramequins.
Leve o líquido ao lume, mas sempre sem deixar ferver, até que o líquido fique reduzido a metade, cerca de 10 minutos. Remova a fava de baunilha e coloque o xarope obtido por cima das pêras. Sirva quente ou à temperatura ambiente. Podem ser acompanhadas de natas batidas em chantilly ou gelado.

Notas:
As pêras ficam maravilhosas, o açafrão dá-lhes um travo especial. Convém que não estejam muito maduras senão vão desfazer-se.

Pessoal, comé que é? Estão abertas inscrições para um encontro no Porto muito em breve, e outro em Lisboa. Quem quiser saber a data, envie-me e-mail, ok? 

Boa semana!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pudim de pão


Lembro-me das caminhadas enlouquecidas depois de absorvermos uma Fanta e um queque com pepitas de chocolate. De rir até não poder mais e sem saber porquê ou de quê. Lembro-me de ser completamente enfezada e de tu já seres alta e forte e de porte intimidante. Lembro-me de te sentares no chão e as tuas calças se terem rasgado no joelho, fui contigo até tua casa para que as pudesses trocar. Recordo-me de me deixar ficar para trás nas aulas de educação física só para podermos ir a conversar, enquanto fazíamos de conta que corríamos. Lembramo-nos de furar as orelhas ao mesmo tempo, comigo correu tudo bem mas a ti nem por isso. Fomos sempre a "sorte grande e a terminação", tantas diferenças e semelhanças. A amizade vai longa, a partilha continua, até pelo gosto de comer e de comida :)
Este pudim veio do blog Viver100gluten, sem lactose! da minha amiga Su.


Ingredientes:
2 fatias de pão (cerca de 300 gr)
0,5 l de leite
200 g de açúcar
4 ovos
1 colher (chá) de canela
caramelo q.b.

Preparação:
Amoleça o pão em metade do leite morno e triture com a varinha mágica. Junte o restante leite, ovos, açúcar e a canela. Bata bem.
Forre a forma com o caramelo e encha-a com o preparado. Leve a cozer em banho-maria em forno médio. Desenforme morno e decore com amêndoa laminada.

Notas:
A quantidade original de açúcar é de 250 g mas, tanto eu como a Su, diminuímos e é o suficiente.
Ela usou pão sem glúten, eu usei pão de forma de compra. Gostei mais da versão feita com pão sem glúten, fica uma massa mais aberta.
O pudim cheira a Natal, por conta da canela moída. E é com esta receita que participo no Alquimia de Ingredientes, usando pão dormido e canela.
O meu pudim foi feito na panela de pressão, leva cerca de 20 minutos a estar pronto. Não usei amêndoa laminada porque não tinha.

Aproveito para deixar hoje (dia12)* um beijo blogosférico à Su, neste que é um dia especial para ela ;)

*Como alguns notaram, o blogger andou a fazer das suas e muitos perderam as suas últimas postagens. Eu fui uma das vítimas. Perderam-se os comentários das pessoas que já cá tinham passado. Já que o blogger nem um pedido de desculpas apresentou, eu peço desculpa pelo sucedido. Sorte eu ter o texto guardado. Gaja prevenida vale por duas ;)

Aproveito também para avisar todas as blogueiras do Porto e arredores - e todas as que queiram aparecer - que, uma vez que se aproxima a Feira do Livro no Porto, achei que seria uma boa oportunidade de organizar um novo encontro na Invicta. Quem estiver interessado pode enviar-me um e-mail, ok?
Bom fim de semana!

sábado, 7 de maio de 2011

Esparguetada de limão e cominhos


Voltamos à soja, à comida vegetariana, às minhas refeições favoritas, à saciedade através do que, supostamente, é mais saudável. Embora pouca gente entenda, eu sou das que come soja granulada à colherada e sabe-me pela vida :) Não morrerei mais saudável que todos os outros, isso é certo, mas se me sabe bem e se não gosto de bifes de vaca, a soja é minha aliada e, finalmente, consegui "desencaminhar" a minha mãe para este caminho. Ela que dizia que soja parecia e sabia a comida de cão - e aqui ficou a dúvida se a minha mãe alguma vez teria provado comida de cão he he - porque achava que era só enfiá-la no tacho e tá a andar ;) A soja merece mais respeito, uma nova oportunidade, ou muitas até que se acerte o ponto e se ajuste ao nosso gosto. 
Esta sugestão que vos trago hoje, vi-a no PPP e, para além da soja, tem o meu amado limão e uma das minhas especiarias favoritas, cominhos.

Ingredientes:
1 chávena de soja texturizada fina
cominhos em pó q.b.
sal fino e azeite q.b.
sumo de 1 limão grande 
esparguete integral
1 cenoura crua em juliana
sal e pimenta q.b.
Molho de soja e queijo parmesão (opcional e adicionado por mim)

Preparação:
Tempere a soja com cominhos, sal, sumo de limão e azeite. Adicione água apenas até cobrir a soja. Deixe repousar por 1 hora.
Coza a massa esparguete, escorra e reserve. Parta a cenoura em juliana e reserve.
Numa frigideira, coloque mais um pouco de azeite e adicione a soja (depois de ter sido retirado o excesso de água), deixe refogar um pouco. Adicione a esparguete com mais um pouco de azeite. Misture tudo e, por fim, adicione a cenoura para que fique al dente. Rectifique o tempero com sal e a pimenta. Se preferir, faça como eu e junte um pouco de molho de soja claro. Sirva com queijo parmesão ralado na hora.

Desejo um fim de semana saudável a todos que por aqui passam ;)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Geleia de abacaxi


Os domingos aqui em casa, normalmente, estão pautados por ter à mesa rodelas de abacaxi que acompanham a carne assada. O ananás é bem mais caro e mais ácido. Domingo é doçura e o abacaxi, se for bom, preenche o almoço e embeleza a mesa. Que dizer então das cascas que sobram? Se o interior é doce e o exterior estiver em boas condições, poderemos aproveitar tudo que ele tem para nos dar. É assim que, com cascas de abacaxi, fazemos aumentar a nossa "casca de laranja" ;)

Esta é uma receita sem medidas certas. O que têm a fazer é cortar as cascas do abacaxi em tiras grossas, depois de lhe ter sido retirado a polpa, colocar dentro de um tacho e cobrir as cascas com água. Leve ao lume e deixe ferver durante 10 minutos, em lume brando.
Coe o líquido e verifique, através de um medidor, quanto é que obteve em líquido e junte-lhe a mesma quantidade de açúcar (por exemplo: para 1 litro de líquido adicione 1 kg de açúcar). Leve ao lume novamente e deixe ferver até obter ponto-fio forte. Coloque dentro de frascos esterilizados e feche hermeticamente.

Notas:
Acabo por diminuir sempre um pouco a quantidade de açúcar, mas leva mais tempo até atingir o ponto-fio forte (quando colocada uma gota da calda ligeiramente arrefecida entre o polegar e o indicador, forma-se um fio ao unir e afastar os dedos).
Vi a sugestão na revista Mulher Moderna na Cozinha nº 151, Outubro de 2008.
A geleia pode ser conservada à temperatura ambiente, por muitos meses, ao abrigo da luz. Depois de aberta deve ser colocada no frigorífico por cerca de 1 mês.

Continuação de boa semana.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pão de atum e azeitonas

Photobucket


A minha intenção é repetir esta receita em breve - é mais uma que pertence ao arquivo de 2010 - mas sei que vou fazer novamente, não só porque gostei do resultado mas porque não gostei da foto. Eu fiz num tabuleiro rectangular contudo, acho que ficará bem mais bonito se for feito numa forma de bolo inglês, tal como eu o vi no blog As nossas cozinhas, de onde esta receita foi retirada.
Os dias vão começar a aquecer - apesar das promessas de chuva e vendavais - os piqueniques são já anotados na agenda e, mentalmente, esta receita é relembrada para esses dias que se esperam prazerosos :)

Ingredientes:
250 gramas de farinha com fermento
1 pacote pequeno de parmesão ralado
2 latas de atum de conserva
1/2 colher (chá) de caril
125 ml de leite
100 ml de azeite
1 colher (chá) de sal refinado
4 ovos
azeitonas pretas q.b.
folhas de tomilho frescas

Preparação:
Depois de misturar bem todos os ingredientes e obter um creme homogéneo, coloque tudo numa forma rectangular e leve ao forno por 45 minutos, o tempo suficiente para que ao espetar um palito, este saia seco.

Bom fim de semana a todos e obrigada pelas visitas :)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tiramisu


No livro "The Chocolate and Coffee Bible", de onde eu retirei esta receita, vem a descrição do nome Tiramisu. Diz que o nome desta sobremesa clássica é traduzido para algo como "pick me up" que em português do norte é como quem diz: "Alevanta-me filho que eu a modos que me sinto a desmaiar e estou a ver-me a bater com a testa na bancada da cozinha" :) E continua por dizer que, o nome deriva do facto de a sobremesa ser tão boa, tão boa que faz, literalmente, alguém sentir-se a desmaiar quando a prova.
Não querendo exagerar, até porque nunca desmaiei e ainda não cheguei ao ponto de bater com a testa na bancada, Tiramisu é mesmo um clássico que sabe bem em qualquer altura e que, não levando ovos, fez com que me levasse a prepará-la mais prontamente.

Ingredientes:
225 g de queijo mascarpone
25 g de açúcar em pó
150 ml de café forte, frio
300 ml de natas
45 ml/ 3 colheres (sopa) de licor de café
115 g de palitos la reine
50 g de chocolate negro
cacau em pó, q.b.

Preparação:
Unte uma forma de bolo inglês e forre-a com película aderente.
Coloque o mascarpone e o açúcar numa bacia grande e bata por 1 minuto. Adicione 2 colheres (sopa) do café frio e mexa bem.
Bata as natas com 1 colher (sopa) do licor até obter picos suaves. Adicione uma colher à mistura do mascarpone, envolva e depois vá adicionando o resto.
Deite metade da mistura na forma e alise a superfície.
Coloque o resto do café juntamente com o licor num prato sopeiro e "demolhe" aí metade dos biscoitos (apenas de um lado). Coloque-os por cima da mistura de mascarpone apenas numa camada. Coloque o resto da mistura por cima dos biscoitos e alise a superfície.
Demolhe os restantes biscoitos na mistura de café e arranje-os no topo da forma. Se sobrar algum café, espalhe-o por cima dos últimos biscoitos na forma (não aconselho porque vai ficar demasiado líquido). Cubra o topo da forma com película aderente e leve ao frigorífico por, pelo menos, 4 horas.
Cuidadosamente, vire o tiramisu para uma travessa de servir, retirando a película aderente, e salpique-o com o chocolate raspado e o cacau em pó. Sirva cortando em fatias.

Com esta sugestão participo no passatempo "Alquimia de Ingredientes" da minha amiga Ana do blog Eu Mulher. Se bem se lembram, fez agora dois anos em Abril que algumas blogueiras se encontraram pela primeira vez no Porto, para nos conhecermos e para conhecer o casal brasileiro que estava de visita :)

Fez também um ano em Abril que me deram a conhecer o Algarve pela primeira vez, e que consolidei amizades já feitas e outras que se fizeram a sul e que, por incrível que pareça, permanecem até hoje. A todas, o meu carinho e agradecimento por tão bons momentos ;)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Penne com abóbora e bacon


Não vamos exagerar dizendo que o Inverno parece ter voltado. Isto é o Outono na sua mais pura condição, a temperatura não está demasiado baixa, há chuva e céus cinzentos, às vezes dão sinal de estarem muito zangados, mas nada que não se aguente :)
Esta receita foi preparada no último dia de 2010. Sim, isto das publicações anda mais que atrasado, umas ultrapassam as outras sem pedir autorização. É conforme a vontade e eu, que já tinha vontade de Outono, tive agora vontade de partilhar um prato com sabores e cores outonais. E, mesmo com chuva e céu escuro, os passarinhos não deixam de cantar e anunciar a estação que tornará a ser colorida novamente.

Ingredientes:
1 abóbora manteiga
3 colheres (sopa) de manteiga/azeite
1/2 cebola, picada finamente
1 chávena de água
1 embalagem de folhas de espinafres congeladas ou 1 molho de espinafres frescos
85 g de bacon, cortado em pedacinhos
massa q.b. (usei penne integral)
queijo parmesão q.b.

Preparação:
Leve uma panela com água ao lume para cozer a massa.
Descasque e corte a abóbora aos cubinhos (é a parte que leva mais tempo e podem fazê-lo antes de começar a receita). Descasque a cebola, e pique-a finamente, corte o bacon aos quadrados pequenos.
Leve a manteiga/azeite a derreter e adicione a cebola. Cozinhe até que fique levemente dourada, adicione o bacon e cozinhe por cerca de 2-3 minutos, até que comece a ficar crocante/tostado.
Junte a abóbora cortada e tempere com pimenta e sal. Adicione uma chávena de água, mexa e cubra por cerca de 8-10 minutos até que a abóbora fique amolecida. Se, após esse tempo, continuar rija, vá adicionando água aos poucos.
Quando a água para a massa começar a ferver, adicione sal a gosto e a massa. Cozinhe até que fique al dente e, antes de coar, reserve 1/2 chávena de água da massa. Coe a massa e reserve.
Adicione os espinafres à abóbora (caso forem dos congelados, descongele antes e drene-os) juntamente com a água da massa reservada, e vá amassando a abóbora com as costas de uma colher para que ela se desfaça. Deixe cozinhar mais um pouco e, caso obtenha um molho grosso, adicione mais 1/4 chávena de água.
Misture o molho com a massa cozida e sirva com o queijo ralado.

Notas:
Baseei-me nas receitas que vi nos blogs Former Chef Cake, Batter and Bowl.
Considero o bacon opcional, podendo tornar esta receita vegetariana mas não menos saborosa.

Bom resto de semana e obrigada pelas visitas :)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Gelado de alfazema


Aqui já não é Primavera, foi um ar que se lhe deu, ela foi-se mas não sem antes deixar uma promessa de  regresso. Está quente, abafado, demasiado intenso para esta época do ano. Está bom para queimaduras solares, passear, tomar café com blogueiras até então desconhecidas, enxaquecas, muitas dores nos ossos, conversar e comer gelados :) A lavanda está em plena fase de floração, passo e deslizo a ponta dos dedos para encerrar o perfume dela em mim por breves instantes. É uma lavanda que não me pertence mas que, por coincidência, descobri no meu caminho e fico tão fascinada quando lhe passo os dedos como quando saboreio uma colherada deste gelado cremoso.

Ingredientes:
8 caules de alfazema inglesa (ou 4-6, se na época estiver em plena floração)
2 1/2 chávenas (600 ml) de natas
1 pedaço pequeno de casca de limão
2/3 chávena (160 g) de açúcar
4 gemas de ovo, ligeiramente batidas

Preparação:
Passe a alfazema por água, seque-a, e em seguida coloque-a numa caçarola com as natas e a casca de limão. Aqueça até ficar quase a ferver e em seguida adicione o açúcar e mexa até dissolver. Passe a mistura por um coador fino e em seguida deite-a numa tigela juntamente com as gemas de ovo. Transfira novamente a mistura para a caçarola e deixe cozinhar em lume fraco, mexendo ao mesmo tempo, até engrossar o suficiente para cobrir a parte de trás de uma colher - não deixe ferver. Deite a mistura num tabuleiro de metal frio para que arrefeça, ou congele numa máquina de fazer gelados, seguindo as instruções do fabricante. Deixe congelar até toda a extensão da borda ficar congelada, mas não o centro.
Bata a mistura num robô de cozinha ou tigela até ficar lisa. Congele novamente. Repita esta sequência mais duas vezes. Tape com papel parafinado e coloque no congelador.

Notas:
Receita retirada d' O livro essencial da cozinha mediterrânica.
Não tendo alfazema fresca, usei 2 colheres de chá (mal medidas) de alfazema seca biológica.
Deitei a mistura directamente para um tupperware, deixei arrefecer e levei ao congelador. Sem máquina, tive que bater a mistura com a batedeira. Também não usei papel parafinado, se congelarem num tupperware e taparem bem, não há necessidade disso.
Guardo as claras de ovos para posteriores utilizações culinárias.

Fezoca, a primeira colherada é sua ;)
Bom fim de semana a todos!

sábado, 9 de abril de 2011

Bacalhau às postas


O Alessander, dono do blog Cuecas na Cozinha, pediu-me que sugerisse um prato de bacalhau para esta época do ano já que, segundo ele, a Páscoa é uma boa desculpa para comer bacalhau no Brasil. Em Portugal, feliz ou infelizmente, não precisamos de boas nem más desculpas para comer esta especialidade :)
Apostei numa receita tradicional da zona de Viana do Castelo, que vi no livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto, que já tencionava fazer há algum tempo. Obrigada Alessander por teres dado um empurrãozinho que me levou a fazer esta receita mais cedo do que eu contava. Podem dar uma espreitadela no Cuecas na Cozinha para visualizar a publicação que ele fez.


Ingredientes:
4 postas de bacalhau
4 dl de azeite
2 cebolas
6 dentes de alho
1 dl de vinho maduro branco
1 colher sopa de colorau
800 gr de batatas

Preparação:
Põe-se o bacalhau de molho, escorre-se, enxuga-se e frita-se em azeite.
À parte faz-se uma cebolada, cozendo em 2 dl de azeite as cebolas cortadas às rodelas finíssimas com o alho picado. Quando a cebola estiver translúcida, rega-se com o vinho branco e tempera-se com pimenta e o colorau.
Dispõem-se as postas de bacalhau no prato de serviço e cobre-se com a cebolada. À roda do bacalhau dispõem-se as batatas cortadas às rodelas e fritas no azeite que serviu para fritar o bacalhau.

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Bolo húmido de chocolate



Embora a primeira postagem deste blog tenha sido feita em Janeiro de 2008, ele andou meio perdido, a tentar encontrar um caminho, uma definição, a personalizar-se e, finalmente, assentou alicerces em Abril. A partir daí houve um renascer, o blog "saiu do armário" e estabeleceu-se como blog culinário, sem nunca deixar de lado o cunho da minha vida pessoal, deixando para trás as reticências. Mas não se preocupem que não vos vou lançar desafios para que homenageiem este espaço. Os comentários que vou recebendo são suficientes para que eu aqui permaneça e continue a tentar melhorar e dar o melhor que posso a quem o lê. Além do mais, quem quiser homenagear o blog, pode fazê-lo em qualquer altura e eu até apreciarei mais :)

Hoje sou eu quem tem um agradecimento a fazer, hoje sou eu que ofereço o bolo, hoje sou eu quem humildemente pede desculpa por qualquer coisinha, hoje cumprimento todos que me ajudaram com a batalha que tenho travado com o meu gato possuído. Ele entrou na minha vida e entrou pelo blog dentro, e com ele vieram as preocupações, as estórias possuídas, o choro compulsivo e a incerteza do futuro. Por causa dele, eu recebi mais do que estava à espera. Portanto, fica aqui - um ano depois dele ter feito a ressonância e, feliz ou infelizmente, não ter sido encontrado nada - o meu eterno agradecimento a todos quantos contribuíram para ajudar um gato possuído, que morrerá possuído porque pouco ou nada pode ser feito :) Não sei se ele é feliz mas nós aqui em casa somos felizes por tê-lo connosco, embora a preocupação seja permanente e os ataques continuem. 
Muito obrigada por tudo, a todos! 


Bolo húmido de chocolate
do blog Kitchen Simplicity

2 chávenas de farinha
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento em pó
2 colheres (chá) de bicarbonato
3/4 chávena de cacau
2 chávenas de açúcar
1 chávena de óleo
1 chávena de café
1 chávena de leite
2 ovos
1 colher (chá) de extracto de baunilha

Preparação:
Junte os ingredientes secos. Adicione o óleo, café e leite. Misture até estar bem combinado. Adicione os ovos e a baunilha e mexa até estar bem incorporado (cerca de 2 minutos).
Unte e enfarinhe 2 formas de 22 cm de diâmetro. Coloque a massa e leve os bolos ao forno por 25-30 minutos a 180º C ou até que um palito saia seco.
Deixe os bolos arrefecerem por 10 minutos e depois desenforme.


Recheio e cobertura
do blog I bake what i like

1 colher (chá) de gelatina em pó hidratada durante 10 minutos em 2 colheres (sopa) de natas frias
2 chávenas de natas
1 colher (sopa) de açúcar em pó
1/2 colher (chá) de extracto de baunilha

Preparação:
Quando a gelatina estiver hidratada, derreta-a em lume brando até estar bem dissolvida, sem deixar ferver. Reserve.
Coloque as natas numa bacia gelada e bata vigorosamente até começar a tomar forma. Adicione o extracto de baunilha, o açúcar em pó e continue a bater até formar picos suaves. Adicione a gelatina enquanto continua a bater as natas. Pare de bater quando ficarem bem firmes. Use imediatamente.

Notas:
Para este bolo usei duas formas de 18 cm de diâmetro. Dividi cada bolo ao meio e obtive um bolo de 4 andares. Recheei cada camada de bolo com as natas e na camada do meio, antes das natas, passei uma camada de compota de framboesa. Continuei até terminar e depois cobri com as natas restantes. Depois usei um saco de pasteleiro para confeitar, decorei com nozes pecãs e confeitos coloridos.
Diminuí a quantidade de óleo para 1/2 chávena e a de açúcar para chávena e meia. Já fiz este bolo com alfarroba e com cacau. Ninguém nota a diferença, nem eu. Este das fotos foi feito com farinha de alfarroba. As fotos é que não estão grande coisa, mas o bolo é perfeito.
A primeira vez que preparei o recheio, tive que derreter a gelatina novamente antes de a incorporar às natas batidas. A gelatina ao arrefecer solidifica e torna-se impossível envolver. Opto por deixá-la hidratar e derrete-a pouco antes de juntar às natas.
Normalmente faço o bolo à noite e também preparo o recheio. Deixo o recheio no frigorífico, ele vai ficar mais sólido e mais fácil de usar com o saco de confeiteiro.

Continuação de boa semana!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bolachas rústicas integrais de Za'atar


Za'atar é uma mistura de especiarias bastante apreciada na Turquia e no Norte de África. É basicamente composta por sementes de sésamo tostadas, tomilho seco, sumagre/sumac e sal. No entanto, outras ervas podem ser acrescentadas e vão variando de região para região. A mistura que eu tenho veio do Brasil e não sei muito bem qual a sua composição, mas sei que é bastante boa.

Pensando numa despedida, numa reunião, numa refeição, juntaram-se pessoas, amigas, unidas pela comida e por outros interesses que lhes são comuns. Tal como no Za'atar, somos uma "mistura de especiarias" que vamos dando cor aos nossos dias, intensificando o sabor da amizade, enraizando na memória o odor da partilha, embebendo a tristeza da saudade mesmo antes da partida. No final, depois do choradinho, polvilhamos o açúcar, embebemos a doçura dos versos e dos abraços, com a certeza do reencontro, com o desejo de felicidade eterna, com a espera das novas aventuras, de novos sabores e experiências. Tal como as especiarias, cada uma vale por si, mas pinceladas juntas há, com toda a certeza, uma vivência bem particular.

Ingredientes:
1 1/2 chávena de farinha para pão
1 1/2 chávena de farinha integral
2 1/2 colher (chá) de fermento em pó
1 1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de mel (usei mel Algarvio)
1/3 chávena + 2 colheres (sopa) de azeite
2/3 chávena de água morna + 2 ou 3 colheres (sopa) se necessário
8 colheres (chá) de za'atar ou outras sementes*

Preparação:
Misture as farinhas numa tigela e adicione o fermento e o sal.
Noutra tigela, junte o mel com a água e o azeite.
Junte os ingredientes líquidos aos sólidos e trabalhe a mistura com uma colher. Se tiver dificuldades com a massa, junte mais uma colher de água de cada vez. A massa não se deve colar às mãos mas também não deve ficar muito seca.
Forme uma bola e amasse até que não exista nenhuma farinha residual na tigela. Passe a massa para uma superfície enfarinhada e trabalhe-a por 5-6 minutos até que fique flexível e elástica.
Embrulhe a massa em película aderente e deixe descansar por 30 minutos ou 1 hora se tiver tempo.
Pré-aqueça o forno. Divida a massa em 4 partes iguais. Cubra a massa restante com um pano limpo. Role uma porção de massa e estique-a até ficar fina (não demasiado) e em forma rectangular. Pincele a massa com azeite e salpique com 2 colheres (chá) de za'atar.
Corte a massa na forma que desejar e leve ao forno por 20-25 minutos ou até que fiquem douradas e crocantes.

Notas:
Fiz a massa na MFP, coloquei primeiro a mistura líquida e depois a mistura de farinha, deixei amassar e quando terminou, desliguei a máquina e deixei a massa lá dentro a repousar. 
Tentei contar quantas bolachas obtive mas desisti a meio porque foram muitas e depende sempre do tamanho que vocês quiserem. Eu obtive cerca de 100, metade versão salgada, metade versão doce. 
São óptimas para petiscar com um dip ao lado, mas eu uso a mistura salgada para comer com sopa ou simplesmente para ingerir uma atrás da outra, as doces são completamente viciantes. Caso não tenham za'atar, podem usar a vossa mistura de especiarias favoritas ou as seguintes combinações sugeridas:
  • Doce- 2 colheres (sopa) de açúcar amarelo, 1 colher (chá) de canela moída, 1 pitada de noz moscada;
  • 1 colher (chá) de paprika, 1 colher (chá) de oregãos, 1 colher (chá) de mostarda em pó, 2 colheres (chá) de alho em pó;
  • sal e pimenta;
  • sementes de sésamo, sementes de papoila e sementes de linhaça com uma pitada de sal
No meu caso, fiz a versão salgada com o za'atar e a versão doce com o aroma a canela. Também já experimentei com a mistura de especiarias marroquina da NoMU e ficou muito bom. Na foto, em primeiro plano estão as bolachas de za'atar, em cima as marroquinas e a Oeste as doces. Ficam muito crocantes e, caso não as comam todas de enfiada, devem ser guardadas num recipiente hermético.
Podem ver a receita com o passo-a-passo no blog Choosy Beggars.

Aproveito para agradecer às minhas amigas que fazem com que eu me sinta sempre indispensável. Um até breve a alguém que é indispensável para mim!
Agradeço de antemão a todos os visitantes e todos os comentários que venham a ser feitos :) Bom resto de semana!