quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bolo de courgette e nozes

 
Voltamos à carga com courgettes, num bolo enriquecido com nozes e passas, para quem gostar. Eu deixo-as de fora por desdém e por teimosia. Há-de vir o dia em que me vou aperceber do quanto elas são saudáveis e saborosas mas, até esse dia chegar, opto pelas nozes que combinam muito bem com o aroma de canela.

Ingredientes:
3 ovos
3/4 chávena de óleo
1 2/3 chávena de açúcar amarelo
2 chávenas de courgette ralada
2 colheres (chá) extracto de baunilha
3 chávenas de farinha
3 colheres (chá) de canela
1 1/2 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de sal
1/2 chávena de passas (opcional)
1/2 chávena de nozes (opcional)

Preparação:
Misture a farinha, canela, fermento, bicarbonato e sal.
Numa tigela, bata bem os ovos. Adicione o óleo, açúcar, courgette e baunilha. Misture bem.
Adicione levemente a mistura de farinha. Junte as nozes e as passas, se usar.
Coloque a massa numa forma de bolo inglês untada e enfarinhada. Coza a cerca de 180ºC por cerca de 45 minutos ou até que ao espetar um palito este saia limpo.

Notas:
A receita foi retirada do blog Honey & Jam.
Diminuí a quantidade de óleo para 1/2 chávena; o açúcar para 1 chávena; e usei 2 chávenas de farinha para bolos e 1 chávena de farinha integral.

domingo, 26 de junho de 2011

Massa com beringela e cogumelos


Para desenjoar do festival de courgettes - acho que já começo a chatear, né? - trago uma sugestão com beringela, outro dos meus legumes de eleição. Com muita pena minha, as vizinhas dedicam-se à courgette e ao feijão verde mas a beringela passa-lhes ao lado. Seria um trio magnífico se também tivesse beringela ao pé da porta :) Aviso já que vou voltar à courgettes, se quiserem tirar férias deste blog estão à vontadinha!

Ingredientes:
Massa esparguete q.b.
1 beringela
1 mancheia de cogumelos
1 ovo
1 alho picado
sal e pimenta q.b.
1 fio de azeite
molho de soja q.b.
oregãos e queijo ralado q.b.

Preparação:
Cozer a massa esparguete.
Numa frigideira aquecer o fio de azeite. Bater o ovo e misturá-lo ao azeite fazendo um ovo mexido. Retirar e reservar. Acrescentar mais um fio de azeite à frigideira, se necessário, e o alho picado. Cortar a beringela aos cubos e juntar à frigideira, deixando cozinhar. Refrescar com o molho de soja e acrescentar os cogumelos. Rectificar o sal. Deixar cozinhar mais 5 minutos. Acrescentar a massa e o ovo e envolver bem os sabores. Temperar com pimenta preta e oregãos. Servir quente polvilhado de queijo ralado.


Notas:
Optei por não manter a casca da beringela já que ninguém aprecia aqui em casa, usei só a polpa.
Usei esparguete integral.
Receita retirada do blog Migas com Gindungo, para matar saudades da Migas ;) Volta que estás perdoada!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bolo de courgette e coco


Já fiz este bolo, que vi no blog The Novice Housewife, três vezes e uma delas foi para oferecer à vizinha generosa que, a cada passo, faz oferendas de courgette :) Courgettes que, não tenho certeza serem biológicas, mas que não recuso, já que deitar fora ainda é um pecado maior. Em conversa disse que até teve medo que fosse dar uma congestão ao filho: "Ó Nuno, tu não gostas de courgette e isso leva courgette!". Mas ele, pouco dado a bolos com cremes e a legumes, replicou que lhe sabia bem e que, apesar das pintinhas verdes, não viu courgette em lado nenhum. Ora aí está, assim é que se fala rapaz!

Ingredientes:
1/4 chávena de manteiga
1 chávena de açúcar
2 ovos
1 1/2 chávena de courgette ralada
1/3 chávena de iogurte
1 colher (chá) rum ou extracto de rum
1 colher (chá) de extracto de baunilha
2/3 chávena de coco ralado
3/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 colher (chá) de sal
2 chávenas de farinha

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma forma de bolo inglês. Bata a manteiga com o açúcar e adicione os ovos, um de cada vez. Adicione a courgette, iogurte, baunilha e rum. Bata até estar bem misturado. Junte o coco e os restantes ingredientes secos, mexa até estar incorporado mas não mexa demasiado.
Nivele a massa na forma e leve ao forno por cerca de 1 hora ou até que um palito saia limpo do meio do bolo. Deixe arrefecer por 10 minutos na forma, e depois transfira para um prato de servir.



Notas:
Usei aguardente porque não tinha rum. Reduzi a quantidade de açúcar para 2/3 de chávena.
Se as courgettes forem grandes e já tiverem pevides no interior, convém retirar e descartar.
Já fiz com iogurte natural e iogurte de coco. Não notei grande diferença, vai dar na mesma um bolo bastante húmido.
Usei uma chávena de farinha para bolos e uma chávena de farinha integral.

Continuação de boa semana a todos que por aqui passam :)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pastéis de courgette


Se eu fosse o capuchinho vermelho e tivesse que levar o lanche à avozinha, primeiro pensaria na condição médica da senhorinha. Hoje em dia, tem que se ter cuidado com tudo, incluindo a alimentação. Não vá o raio da veia ou artéria tecê-las e dar origem a algo que não queremos! O açúcar no sangue e o colesterol também têm que ser controlados, tudo para visar um prolongamento da vida às avós deste mundo, só para passarmos mais um bocadinho de tempo com elas ou então, como acontecerá com muitos, para nos lembrarmos que nos esquecemos dos nossos avós, ou porque são um bocadinho chatos ou porque o nosso tempo não chega para eles. Tristezas à parte, já que estamos a falar de comemorações e não de aflições, se eu tivesse uma avózinha, na minha cestinha levava apenas e só 2 ou 3 courgettes pequeninas, algumas especiarias e ia preparar estes pastéis na cozinha da minha avó, passar tempo de qualidade com ela :) Não há cozinha onde não haja um molho de salsa, uma cebola, pão e farinha. O queijo parmesão ia comigo, o limão ia colhê-lo ao quintal da avózinha e o ovo seria recolhido directamente da capoeira. Da prateleira este prato antigo e uma fotografia simples, à maneira de uma avó da aldeia. 

Ingredientes:
300 g de courgettes, raladas
1 cebola pequena, bem picada
1/4 copo (30 g) de farinha com fermento
1/3 copo (35 g) de queijo kefalotyri ou parmesão, ralado
1 colher (sopa) de hortelã fresca, picada
2 colheres (chá) de salsa fresca com folhas lisas, picada
1 pitada de noz-moscada moída
1/4 copo (25 g) de pão ralado
1 ovo, levemente batido
azeite, para fritar

Preparação:
Coloque as courgettes e a cebola no centro de um pano de louça limpo, junte os cantos ao mesmo tempo e esprema o mais apertado possível para libertar todos os sucos. Junte as courgettes, cebola, farinha, queijo, hortelã, salsa, noz-moscada, pão ralado e ovo numa tigela grande. Tempere bem com sal e pimenta preta em grão e misture tudo com as mãos até obter uma massa compacta e que fique pegada.
Aqueça o azeite numa frigideira grande em lume médio. Quando quente, deite, ao nível da frigideira, colheres de sopa da mistura e deixe fritar durante 2-3 minutos, ou até ficar bem alourada em toda a dimensão. Escorra bem em papel absorvente e sirva quente, com gomos de limão.

Notas:
Estes pastéis são a resposta ao desafio da Belinha, aqui está a minha participação :)
A receita foi retirada d' "o livro essencial da cozinha mediterrânica".
Se preferirem, podem usar um coador para espremer a courgette e retirar todos os sucos.

Bom início de semana a todos!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Bolo de courgette e alfarroba


Mal o vi disse que o fazia mas não tinha alfarroba em casa, decidi que o fazia com cacau. Afinal, no dia seguinte, aproveitei a ida ao supermercado e trouxe um pacotinho de alfarroba. Tá feito e está saboreado. Em tempo de courgette, o Cinco Quartos de Laranja é um dos melhores blogs para ir buscar inspiração. Não fosse a maldita da virose ter-me apanhado, eu já tinha dado cabo de todas as courgettes caseiras que me têm chegado cá a casa por mãos de vizinhas generosas :) Assim, resta-me pedir muito que elas não se estraguem para não ter que as deitar fora e poder experimentar mais umas quantas sugestões.

Ingredientes:
4 ovos
350 g de açúcar (usei 200 g)
125 g de manteiga sem sal
1 pacote de açúcar baunilhado
1 dl de leite
40 g de farinha de alfarroba
1 courgette grande ralada (aproximadamente 320 g)
250 g de farinha com fermento
1 colher (chá) de canela
1/4 colher (chá) de noz moscada
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
50 g de amêndoa ralada com a pele (podem usar nozes ou avelãs)

Ingredientes:
Bater a manteiga com o açúcar. Junte os ovos e mexa. Adicione o açúcar baunilhado e mexa. Junte a farinha de alfarroba, courgette ralada, bicarbonato, noz-moscada, canela e farinha. Mexa bem. Por fim, adicione a amêndoa.
Coloque numa forma untada com margarinha ou spray. Leve ao forno pré-aquecido a 190º C durante aproximadamente 40 minutos. Antes de retirar do forno, verifique com um palito se está cozido.

Vão lá ver o bolo ao Cinco Quartos de Laranja, a minha foto não lhe faz justiça. Precisava do electrodoméstico da Moira a tempo inteiro.
Bom fim de semana a todos, divirtam-se muito ;)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Limoncello para afogar o passado


Baldei-me - não propositadamente - a todas as fases da vida da Blogagem Colectiva que se faz ao dia 15 de cada mês. Por isso, prometi à Rute e à Gina que faria um apanhado das fases que deixei escapar e terminaria com a fase proposta para hoje, que é aquela em que me encontro: a juventude :)
Temos que relacionar a fase de vida com a temática do blog. Inevitavelmente, falarei de alimentação e vou tentar ser breve nos apanhados que a memória ainda me permite fazer.

Do nascimento pouco ou nada sei, a não ser o que me vai sendo contado. Sei que o meu irmão chorou quando nasci, não por felicidade mas por tristeza de eu não ter vindo com uma pilinha entre as pernas. Coisas da vida! Fui amamentada, como todos os bebés deveriam ser. Leitinho era o meu nome do meio. Era leitinho de noite e de dia, até que a minha mãe se enervou comigo e disse ao meu pai que, se eu não deixasse de pedir leitinho, me atirava pela janela fora. Disto também não me lembro, mas ela vai fazendo questão de contar :) Na infância, depois de tanto leite emborcado, enjoei completamente e, na escola, existia o leite achocolatado que davam a todas as crianças. A minha mãe avisou a professora que eu não gostava mas, a besta quadrada, dizia que eu tinha que beber como os outros. Eu, que nunca gostei de ser obrigada a fazer nada, vomitei na sala o leite achocolatado. Foi a única maneira de mostrar que, quando eu digo que não gosto, é porque não gosto mesmo! Foi a altura mais problemática quanto à alimentação. Sempre gostei de peixe, mas as sardinhas deram-me algum trabalho. Sempre que comia uma, ficava com alguma espinha encravada no gorgomilo :) Também não era grande amiga da cenoura e das ervilhas. Lembro-me de engolir as chiclets Gorila mal as metia à boca, é que nem dava tempo de mastigar!
A adolescência foi a fase em que melhor me relacionei com os alimentos, os saudáveis e os outros. Comia de tudo, mas do que mais me lembro é da gemada, todas as noites, antes de me deitar. Grande dose de colesterol, grande potência ;) Uma gema de ovo, uma colherinha de açúcar e, de vez em quando, um gole de vinho. Mexia energicamente com a colher, até obter uma gemada clarinha e com espuma. Loucura, loucura, depois enjoei. Nunca mais voltei a comer gemada até hoje, nem leitinho, muito menos leite achocolatado.
A minha juventude trouxe mudanças significativas, na vida e na alimentação. Sempre gostei de vegetais e, já na universidade, tomei contacto com as cantinas amarelas - as cantinas que serviam refeições vegetarianas - e, puxada por uma colega de casa, lá ia eu. Apanhei-lhe o gosto, comecei a introduzir a soja na minha alimentação, muitos vegetais e, aliada à alimentação constituída pelos produtos integrais que já fazia, tenho a sensação que estou no bom caminho. Foi também nesta fase que, apanhando boleia com o meu irmão que ia do Porto para Lisboa - acho que nesta fase ele já não estava tão traumatizado por ter uma irmã, até porque os meus pais arranjaram-lhe um bebé com pilinha, 5 anos depois do meu nascimento - tomei conhecimento de um néctar chamado Limoncello. No edifício Artes em Partes da rua Miguel Bombarda, num copinho de shot, estabeleci o primeiro contacto e gostei muito. Como ainda sou uma jovem adulta e tendo interesse pela culinária, decidi fazer limoncello caseiro. Quem provou diz que aprovou, e eu deixo-vos a receita do néctar que vi no blog The Creative Pot.

Ingredientes:
8 limões
1 garrafa de vodka (750 ml)
2 1/4 chávena de açúcar branco
2 1/2 chávena de água

Pele os limões sem incluir as partes brancas. Reserve-os para outros usos (limonada, temperar carnes e peixes, etc), depois adicione as cascas a metade do vodka. Cubra e coloque no frigorífico em infusão por 2 semanas.
Passadas duas semanas, aqueça o açúcar com a água, mexendo para que dissolva. Leve a ferver e cozinhe por 5 minutos. Deixe arrefecer antes de adicionar à mistura de limão juntamente com o resto da vodka. Cubra e leve novamente ao frigorífico por mais duas semanas.
Coe o limoncello e deite fora as cascas de limão, decante para uma garrafa. Sirva gelado!

Notas:
Será necessário um recipiente de gargalo largo e com capacidade para mais de um litro de líquido. Eu fiz em duas garrafas de gargalo estreito mas garanto que dá o dobro do trabalho. 1 mês de espera vale bem a pena!

Toca a matar o bicho ;)

P.s.: Esqueci-me de dizer que a foto não é minha, é da Moira. Obrigada!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Andorinhas à solta na Invicta


Combinaram as seis andorinhas,
Na Invicta se encontrar.
Estávamos todas mortinhas
Para no Porto passear.

Desta parte quase ninguém sabe,
Mas eu cheguei mais cedinho.
Não tinha muita vontade,
Mas com a Zé comprei um casaquinho.

Na Calzedonia, a menina
Queixava-se do calor.
Eu disse que tinha peninha,
Mas a chuva ia cair sem pudor.

"Não me diga isso!", lá replicou,
"O calor veio pra ficar".
Mas mal a tarde começou,
O céu resolveu pingar.

Contudo, a chuva não nos demoveu
De um encontro na Invicta,
, Conceição, Moira e eu.
Depois a Mónica e a Filipa.

A Zé e eu fomos buscar a Conceição
Assim se formava o grupinho.
Lá saímos da estação,
E aceleramos o passinho.

Subimos a rua contentes
Com muita vontade de tagarelar.
Tanto calor, somos valentes!
Fomos à Batalha a Moira encontrar.

E agora escolher o que comer,
Que a viagem foi comprida.
Na esplanada, não queriam crer,
Estava uma figura reconhecida.

Não conheço o homem, não sei!
"Entra numa novela conhecida".
Eu bem que pra ele olhei,
Mas a rtp2 é a minha vida.

Pera lá, esse não me diz nada,
Mas o que está ao lado dele sentado
A ler o jornal na esplanada
Conheço eu de algum lado.

É da tv com toda a certeza!
Zapping também sei fazer.
Ó tu, jeitoso, ó beleza!
Não queres vir cá ter?

Vocês podem ser famosos,
Ter o público todo à espera.
Mas são muito mais manhosos
Que nós, gajas da blogosfera!

Saquei dos copos e da garrafa.
Quem alinha num Limoncello?
Vá lá, levantem a taça!
Não é xixi, apesar de ser amarelo.

Pedido o folhado de Chaves
Eis que chega a Filipa.
Conta lá tudo, o que fazes?
Deixamos a rapariga aflita.

Conversa puxou conversa
O Limoncello subia.
Faltava-nos a última peça,
A Mónica, que não aparecia.

De repente, chamada desconhecida.
Não atendo, que não sei quem é!
Era a Mónica perdida,
Liguei e perguntei: "Comé que é?"

Tocou-nos no coração,
Ouvir uma senhora dizer
Que a nossa boa disposição
Era uma alegria de se ver.

Depois de dar à treta,
Começamos o passeio.
Lá foi uma Ameixa Seca
Com gajas boas pelo meio.

Encontramos uma feirinha
Cheia de produtos artesanais.
Mesmo no meio de uma ruínha
Entre sapos, malas e tanta coisa mais.

Lá nos apressamos
Porque começou a pingar.
N'A Vida Portuguesa entramos
Para tudo coscuvilhar.

Não faltavam obras-primas
Do Bordallo à Regina
Farinha 33, muitas caixinhas
Pura arte, loja fina.

Prosseguimos em diante
Para visitar a Lello e Irmão.
Tanto livro, tanta estante!
Muita gente, grande confusão.

Quem o escadario descia
E olhava para os lados,
Um cemitério parecia
De livros repousados.

A rua tivemos de descer
Para subir ao Magestic.
Um café fomos absorver,
Rodeadas de gente chic.

Pastéis e ovos moles fresquinhos
Em cima da mesa a acompanhar.
De repente começam os sininhos
As 18 horas a anunciar.

Corre minha Moira encantada,
Pra esse momento não perder.
S. João e mais uma cambada
De caxecol, pelo FêCêPê vencer.

De volta ao café, a vontade não calava.
Hora da fotografia tirar
Um casal ao lado admirava
O grupo a espalhafatar.

Simpática, a senhora tirou
A nossa foto pra recordação.
Eis que o flash saltou
Surgiu risota até mais não.

Tivemos que nos despachar
A Mónica tinha que ir
Fomos a feira do livro atravessar
E a chuva, teimosa, a cair.

De écharpe, protegi-me bem
Para os longos cabelos proteger.
"Pareces uma muçulmana" disse alguém
E o malvado livro sem aparecer.

Um até breve à Filipa,
Se ela quiser novamente nos ver.
Porque dar-se com gente esquisita,
Não é pra todos, podem crer!

Seguimos com a Mónica pra S. Bento
O comboio já a esperava.
A porta não abre, que tormento!
É de carregar no botão, sua desorientada.

Em S. Bento permanecemos
E faltava a Bola de Berlim.
Vou perguntar ali ao homem, já vemos
Mas ele mentiu com os dentes todos, enfim!

Respondeu que já não tinha os dentes todos
Disse-lhe a Moira, com a inteligência dela
Que foi de comer todos os bolos
Mas ele replicou que preferia vitela.

A Zé também se despediu
Até um próximo encontro.
Ao ir embora sorriu
Apanhou o metro, marcou o ponto.

Subimos a rua outra vez
Em busca da bola perdida.
Ali não há, aqui talvez?
Mas não, Berlim andava fugida.

Levas um pastel, deixa lá
E um ovo mole docinho.
Mas olha aqui, anda cá!
Uma bola, neste cantinho.

Com estas e com outras
É hora de nos despachar.
Não fomos muitas, nem poucas,
Mas foi uma tarde espectacular.

Deixamos a Moira na paragem
E tratamos de embarcar.
Fizemos todas boa viagem,
Bela maneira do dia terminar!

Pela minha parte agradeço
Toda a vossa gentileza.
A verdade é que não me esqueço
Deste encontro, de certeza!

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E a Lisboa alguém quer ir?
Não prometo assim rimar.
Mas não vos vou mentir,
Gostava de alguém lá encontrar.


Continuação de boa semana!

Fotos gentilmente cedidas pelo electrodoméstico da Moira :)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Bastonetes de mostarda


Aqui está uma receita fácil, bonita e rápida, na minha mais modesta opinião. A minha vontade de fazer nadinha, continua, muito devido ao calor. Compilei forças para o encontro de Sábado passado, do qual não vou falar agora porque quem não foi que fosse, pois ficava logo a saber o que se tinha passado :)
Esta receita fica na categoria das entradas e, mal eu saí de casa para trabalhar... nunca mais vi nenhum. Cheguei ao fim do dia e ainda me perguntei pelos bastonetes de mostarda mas, os dois manhosos que ficaram em casa, acabaram com eles em três tempos. Ou seja, é uma entrada que teve saída ;)

Ingredientes:
1 rolo de massa folhada
Mostarda Dijon q.b.
1 ovo
sal marinho ou sementes (usei sementes de gergelim pretas)

Preparação:
Estenda a massa folhada e passe a mostarda apenas numa metade, deixando as margens sem mostarda. Dobre a massa ao meio e fatie, cortando tiras da largura de um dedo, usando um cortador de pizza ou de massas. Bata o ovo com um pouco de água e pincele sobre os bastonetes, salpique sal ou sementes. Leve ao forno pré-aquecido a 200º C por cerca de 15 minutos, ou até que a massa esteja dourada.


A receita vi-a no French Made Easy da Dorie e, com ela, participo no desafio Alquimia de Ingredientes que aceita sugestões com mel ou massa folhada.

Notas:
Podem usar a quantidade de massa folhada que entenderem. Eu usei uma já pronta a desenrolar, mas redonda. As rectangulares são mais apropriadas para esta receita. Usei o papel vegetal em que elas estão enroladas para levar ao forno, não precisando de untar o tabuleiro.

Miúdas de Lisboa e arredores, aproxima-se muito rapidamente encontro na capital. Precisava de saber quem está interessado em comparecer para combinar melhor as coisas. Por favor, enviem-me e-mail, ok?

Continuação de boa semana!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Salada light de massa

Salada light

Sou das que sofrem com o calor, muito! Ele chega e anuncia-se a minha "quase morte". De Ameixa Seca passo a Ameixa Mirrada, Ameixa Murcha, Ameixa Morta. Não faço nada bem, não como bem, não durmo bem, não me sinto bem... resmungo muito comigo mesma. O gato padece com a minha má disposição porque, no calor, eu deixo de ter paciência para felinos que dormem muito de dia e passam as noites a querer andar na "cowboyada". Perdi a cabeça quando ele saltou para cima da escrivaninha de madrugada, dei-lhe uma sapatada e ele caiu redondo no cesto dos papéis. Fiquei sem saber se marquei 2 ou 3 pontos, mas não me orgulho deste afundanço :) Acho que ele saiu ileso, eu continuo aqui meia parada, sem vontade de quase nada, à espera de uma chuvarada para ver se fico mais animada ;)
Enquanto não chega e a fome não é muita, sobrevivo à base de saladas e esta, que vi no Panelaterapia, está completamente aprovada.

Ingredientes:
2 chávenas de massa curta integral
1/2 chávena de ervilhas frescas (usei congeladas)
1/2 chávena de milho
1 lata de atum em água
1 tomate picado
1/4 de cebola picada
2 colheres (sopa) de salsa
2 colheres (sopa) de nozes (opcional)
azeitonas picadas

Molho:
2 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de maionese light
1 colher (chá) de mostarda de Dijon
leite q.b. (não usei, coloquei um pouco da água da cozedura da massa)

Preparação:
Cozer a massa conforme as instruções da embalagem. Cozer as ervilhas e o milho, caso sejam congelados.
Preparar o molho, misturando todos os ingredientes. Depois da massa cozida, escorra e misture ao resto dos ingredientes. Envolva bem o molho na massa, tempere com sal e pimenta e sirva.

Miúdas, prometo estar fina no encontro da Invicta :) Digam é se sempre aparecem ou não, senão vou ficar mais que murcha, mirrada, morta!
Continuação de boa semana a todos.


domingo, 22 de maio de 2011

Bolo de limão e lavanda



E pensar que, se o mundo tivesse terminado ontem, este bolo - e mais não sei quantas dezenas de receitas em lista de espera - teria ficado por publicar :) O mundo não terminou, continua as whe know it, e eu até tenho pena, porque há coisas neste mundo que mereciam a destruição total para todo o sempre. Este mundo, sem dúvida alguma, não é perfeito e nós também não somos. Mas, eu lá tento dar o melhor que posso de mim, o melhor que tenho e posso transmitir e, esta receita que veio do blog Whisk.Flip.Stir, é uma delas. Viver neste mundo só vale a pena quando há uma fatia de bolo para saborear e uma gargalhada sincera para compartilhar.

Ingredientes:
1 colher (sopa) de lavanda seca
4 chávenas de farinha
1 colher (sopa) de fermento
1/2 colher (chá) de bicarbonato
1/2 colher (chá) de sal
230 g de manteiga à temperatura ambiente
2 1/4 chávena de açúcar
3 colheres (sopa) de raspa de limão
5 ovos
1/4 chávena de sumo de limão
1 chávena de iogurte

Glacê:

1 chávena de açúcar em pó
2 colheres (chá) de raspa de limão
2 colheres (sopa) de sumo de limão
1 colher (chá) de lavanda seca
1 pouco de leite ou natas (opcional)


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º C. Unte uma forma de buraco. Peneire a farinha, sal, fermento e bicarbonato para uma tigela, junte a lavanda, misture e reserve.
Combine a manteiga, açúcar e a raspa de limão noutra tigela e bata por 5 a 8 minutos. Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Adicione lentamente o sumo de limão e bata por mais 1 minuto.
Junte 1/3 da mistura de ingredientes secos. Incorpore e junte metade do iogurte. Incorpore na massa e repita novamente, terminando com a mistura de secos.
Coloque a massa na forma, alise a superfície e bata com a forma no balcão para retirar as bolhas da massa.
Leve ao forno por cerca de 1 hora e 10 minutos ou até que o topo esteja dourado e um palito saia limpo. Retire, deixe arrefecer e desenforme. 

Para o glacê, peneire o açúcar, adicione a raspa e o sumo de limão. Mexa. Se necessário, junte um pouco de leite, mexa e coloque por cima do bolo. Enfeite com a lavanda e sirva.

Notas:
Fiz apenas metade da receita e deu um bolo grande. Não podendo dividir 5 ovos em metade, usei 3.

Aproveito para relembrar que, muito em breve, teremos encontro no Porto e outro em Lisboa. Não vai ser o fim do mundo, mas vai estar muito lá perto ;) Quem quiser fazer parte deste acontecimento, é favor entrar em contacto pelo e-mail e, já agora, aproveito para pedir que, quem já se mostrou interessado, confirme a sua presença, ok?

Bom início de semana!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pêras em calda de açafrão


É um dos frutos que acho menos saboroso comer ao natural mas, em contrapartida, é o único que me apetece quando estou meia adoentada. Depois de ter bebido água fria na sexta-feira passada, e de ter passado uma bela tarde de Domingo num piquenique aos pinchos, berros, gargalhadas, sol na moleirinha, fizz de maracujá e etc, estou aqui cheia de dores de garganta e toda entupida. Resumindo, apetecem-me pêras :) Estas vi-as num dos blogs mais inspiradores e bonitos da blogosfera internacional, o Tartelette.
Escolhi pêras pequeninas, para que coubessem todas no tacho ao mesmo tempo e para que rendesse mais. Podem não curar gripes, mas ajudam a aguentá-las. 

Ingredientes:
4 chávenas de água
1 fava de baunilha
1 a 2 colheres (chá) de fios de açafrão
3/4 chávena de açúcar
sumo de 1 limão
4 pêras (usei cerca de 10 pêras pequeninas)

Preparação:
Descasque as pêras e regue-as com o sumo de limão, reserve.
Numa panela funda, junte a água, açafrão e açúcar. Abra a fava de baunilha ao meio e raspe as sementes da fava com a ponta de uma faca afiada. Adicione as sementes e a fava à mistura de açúcar e água.
Leve a ferver sob lume médio-alto, mexendo ocasionalmente para que o açúcar se dissolva.
Baixe um pouco o lume e junte as pêras com o sumo de limão. Cubra o tacho e cozinhe as pêras por cerca de 10-12 minutos, virando-as a meio do tempo para que cozinhem de todos os lados (insira um palito para verificar).
Remova as pêras do líquido e reserve-as num prato fundo ou pequenos ramequins.
Leve o líquido ao lume, mas sempre sem deixar ferver, até que o líquido fique reduzido a metade, cerca de 10 minutos. Remova a fava de baunilha e coloque o xarope obtido por cima das pêras. Sirva quente ou à temperatura ambiente. Podem ser acompanhadas de natas batidas em chantilly ou gelado.

Notas:
As pêras ficam maravilhosas, o açafrão dá-lhes um travo especial. Convém que não estejam muito maduras senão vão desfazer-se.

Pessoal, comé que é? Estão abertas inscrições para um encontro no Porto muito em breve, e outro em Lisboa. Quem quiser saber a data, envie-me e-mail, ok? 

Boa semana!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pudim de pão


Lembro-me das caminhadas enlouquecidas depois de absorvermos uma Fanta e um queque com pepitas de chocolate. De rir até não poder mais e sem saber porquê ou de quê. Lembro-me de ser completamente enfezada e de tu já seres alta e forte e de porte intimidante. Lembro-me de te sentares no chão e as tuas calças se terem rasgado no joelho, fui contigo até tua casa para que as pudesses trocar. Recordo-me de me deixar ficar para trás nas aulas de educação física só para podermos ir a conversar, enquanto fazíamos de conta que corríamos. Lembramo-nos de furar as orelhas ao mesmo tempo, comigo correu tudo bem mas a ti nem por isso. Fomos sempre a "sorte grande e a terminação", tantas diferenças e semelhanças. A amizade vai longa, a partilha continua, até pelo gosto de comer e de comida :)
Este pudim veio do blog Viver100gluten, sem lactose! da minha amiga Su.


Ingredientes:
2 fatias de pão (cerca de 300 gr)
0,5 l de leite
200 g de açúcar
4 ovos
1 colher (chá) de canela
caramelo q.b.

Preparação:
Amoleça o pão em metade do leite morno e triture com a varinha mágica. Junte o restante leite, ovos, açúcar e a canela. Bata bem.
Forre a forma com o caramelo e encha-a com o preparado. Leve a cozer em banho-maria em forno médio. Desenforme morno e decore com amêndoa laminada.

Notas:
A quantidade original de açúcar é de 250 g mas, tanto eu como a Su, diminuímos e é o suficiente.
Ela usou pão sem glúten, eu usei pão de forma de compra. Gostei mais da versão feita com pão sem glúten, fica uma massa mais aberta.
O pudim cheira a Natal, por conta da canela moída. E é com esta receita que participo no Alquimia de Ingredientes, usando pão dormido e canela.
O meu pudim foi feito na panela de pressão, leva cerca de 20 minutos a estar pronto. Não usei amêndoa laminada porque não tinha.

Aproveito para deixar hoje (dia12)* um beijo blogosférico à Su, neste que é um dia especial para ela ;)

*Como alguns notaram, o blogger andou a fazer das suas e muitos perderam as suas últimas postagens. Eu fui uma das vítimas. Perderam-se os comentários das pessoas que já cá tinham passado. Já que o blogger nem um pedido de desculpas apresentou, eu peço desculpa pelo sucedido. Sorte eu ter o texto guardado. Gaja prevenida vale por duas ;)

Aproveito também para avisar todas as blogueiras do Porto e arredores - e todas as que queiram aparecer - que, uma vez que se aproxima a Feira do Livro no Porto, achei que seria uma boa oportunidade de organizar um novo encontro na Invicta. Quem estiver interessado pode enviar-me um e-mail, ok?
Bom fim de semana!

sábado, 7 de maio de 2011

Esparguetada de limão e cominhos


Voltamos à soja, à comida vegetariana, às minhas refeições favoritas, à saciedade através do que, supostamente, é mais saudável. Embora pouca gente entenda, eu sou das que come soja granulada à colherada e sabe-me pela vida :) Não morrerei mais saudável que todos os outros, isso é certo, mas se me sabe bem e se não gosto de bifes de vaca, a soja é minha aliada e, finalmente, consegui "desencaminhar" a minha mãe para este caminho. Ela que dizia que soja parecia e sabia a comida de cão - e aqui ficou a dúvida se a minha mãe alguma vez teria provado comida de cão he he - porque achava que era só enfiá-la no tacho e tá a andar ;) A soja merece mais respeito, uma nova oportunidade, ou muitas até que se acerte o ponto e se ajuste ao nosso gosto. 
Esta sugestão que vos trago hoje, vi-a no PPP e, para além da soja, tem o meu amado limão e uma das minhas especiarias favoritas, cominhos.

Ingredientes:
1 chávena de soja texturizada fina
cominhos em pó q.b.
sal fino e azeite q.b.
sumo de 1 limão grande 
esparguete integral
1 cenoura crua em juliana
sal e pimenta q.b.
Molho de soja e queijo parmesão (opcional e adicionado por mim)

Preparação:
Tempere a soja com cominhos, sal, sumo de limão e azeite. Adicione água apenas até cobrir a soja. Deixe repousar por 1 hora.
Coza a massa esparguete, escorra e reserve. Parta a cenoura em juliana e reserve.
Numa frigideira, coloque mais um pouco de azeite e adicione a soja (depois de ter sido retirado o excesso de água), deixe refogar um pouco. Adicione a esparguete com mais um pouco de azeite. Misture tudo e, por fim, adicione a cenoura para que fique al dente. Rectifique o tempero com sal e a pimenta. Se preferir, faça como eu e junte um pouco de molho de soja claro. Sirva com queijo parmesão ralado na hora.

Desejo um fim de semana saudável a todos que por aqui passam ;)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Geleia de abacaxi


Os domingos aqui em casa, normalmente, estão pautados por ter à mesa rodelas de abacaxi que acompanham a carne assada. O ananás é bem mais caro e mais ácido. Domingo é doçura e o abacaxi, se for bom, preenche o almoço e embeleza a mesa. Que dizer então das cascas que sobram? Se o interior é doce e o exterior estiver em boas condições, poderemos aproveitar tudo que ele tem para nos dar. É assim que, com cascas de abacaxi, fazemos aumentar a nossa "casca de laranja" ;)

Esta é uma receita sem medidas certas. O que têm a fazer é cortar as cascas do abacaxi em tiras grossas, depois de lhe ter sido retirado a polpa, colocar dentro de um tacho e cobrir as cascas com água. Leve ao lume e deixe ferver durante 10 minutos, em lume brando.
Coe o líquido e verifique, através de um medidor, quanto é que obteve em líquido e junte-lhe a mesma quantidade de açúcar (por exemplo: para 1 litro de líquido adicione 1 kg de açúcar). Leve ao lume novamente e deixe ferver até obter ponto-fio forte. Coloque dentro de frascos esterilizados e feche hermeticamente.

Notas:
Acabo por diminuir sempre um pouco a quantidade de açúcar, mas leva mais tempo até atingir o ponto-fio forte (quando colocada uma gota da calda ligeiramente arrefecida entre o polegar e o indicador, forma-se um fio ao unir e afastar os dedos).
Vi a sugestão na revista Mulher Moderna na Cozinha nº 151, Outubro de 2008.
A geleia pode ser conservada à temperatura ambiente, por muitos meses, ao abrigo da luz. Depois de aberta deve ser colocada no frigorífico por cerca de 1 mês.

Continuação de boa semana.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pão de atum e azeitonas

Photobucket


A minha intenção é repetir esta receita em breve - é mais uma que pertence ao arquivo de 2010 - mas sei que vou fazer novamente, não só porque gostei do resultado mas porque não gostei da foto. Eu fiz num tabuleiro rectangular contudo, acho que ficará bem mais bonito se for feito numa forma de bolo inglês, tal como eu o vi no blog As nossas cozinhas, de onde esta receita foi retirada.
Os dias vão começar a aquecer - apesar das promessas de chuva e vendavais - os piqueniques são já anotados na agenda e, mentalmente, esta receita é relembrada para esses dias que se esperam prazerosos :)

Ingredientes:
250 gramas de farinha com fermento
1 pacote pequeno de parmesão ralado
2 latas de atum de conserva
1/2 colher (chá) de caril
125 ml de leite
100 ml de azeite
1 colher (chá) de sal refinado
4 ovos
azeitonas pretas q.b.
folhas de tomilho frescas

Preparação:
Depois de misturar bem todos os ingredientes e obter um creme homogéneo, coloque tudo numa forma rectangular e leve ao forno por 45 minutos, o tempo suficiente para que ao espetar um palito, este saia seco.

Bom fim de semana a todos e obrigada pelas visitas :)