terça-feira, 30 de agosto de 2011

Doce de figo


Há falta de Moscatel e de estórias, porque não se pode ter tudo na vida quando apetece. Mas o bom português arranja sempre maneira de dar uma voltinha à questão. Acho que é por isso que o país está enterrado em dívidas até à ponta dos cabelos. Mas chorar não vale a pena e prá frente é que é caminho. Um dos melhores vinhos do mundo não há-de estragar nenhuma compota, e à semelhança da do ano passado, fiz uns quantos frascos de compota aromatizada de canela e vinho do Porto. Baseada na compota da Margarida adocei os meus dias com os pingo de mel que colhi empoleirada nos ramos frágeis de duas figueiras carregadinhas. Depois de um bolo e de me empanturrar com figos frescos, só resta a compota para saborear devagar nos próximos tempos. 

Ingredientes:
500 g de figos maduros
200 g de açúcar
0,5 dl de Moscatel de Setúbal
1 pau de canela

Preparação:
Pelar os figos e triturá-los grosseiramente. Colocá-los numa panela com o açúcar, o vinho, o pau de canela e levar a lume brando durante 30-40 minutos até obter a consistência desejada. Não esquecer de ir mexendo ocasionalmente com uma colher de pau.
Guarde o doce em frascos esterilizados (escaldados em água a ferver) e secos, enchendo-os até 1 cm dos bordos. Limpe o excesso que possa cair na boca do frasco, enrosque a tampa e vire-os imediatamente de boca para baixo até o doce arrefecer.

sábado, 27 de agosto de 2011

Bolo turco de figos frescos


As manhãs começavam lentas e barulhentas com os gatos a esgaravatarem a porta do quarto em busca da ração diária. A vida sem animais de estimação fazia tão pouco sentido que, num só gesto, adoptou quem mais precisou dela. Dois gatos velhos, abandonados e tristes, caíram-lhe nas mãos e no coração. Ela sabia que o amor que lhes tinha não era igual ao que eles deixavam notar. Gatos crescidos são ainda mais desconfiados e matreiros a escolher o dono. Eles pouca escolha tiveram, era aquele casarão grande e quase vazio ou o gatil de onde vieram. Tinha sido uma escolha fácil. Tanto canto para cheirar, e cheirava bem naquela casa... principalmente quando ela insistia em colocar aquelas jarras de natureza viva em cima da mesa. O acesso ao jardim estava vedado, demasiado perigoso para uns gatos surdos e debilitados. O mundo lá fora era uma selva, e eles estavam domesticados há tanto tempo que nem se lembravam de como era antes. Nesta idade já só queriam esquecer, comer e preguiçar nos tapetes persas. Tapetes de elite, eles podiam ser persas mas não, eram apenas gatos comuns de uma dona incomum. E por isso, eram ainda mais valiosos.

Ingredientes:
4 ovos, separados
1/2 chávena de açúcar
3 colheres (sopa) de farinha, peneirada
1 1/2 chávena de iogurte grego
raspa e sumo de 1 limão
1 1/2 colher (chá) água de flor de laranjeira 
4 figos frescos, em metades


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Numa tigela bata as gemas com o açúcar até ficar cremoso e leve. Adicione a farinha e envolva. Junte o iogurte, raspa e o sumo de limão mexendo até combinar. Adicione a água de flor de laranjeira. Bata as claras em castelo e envolva gentilmente à massa, usando uma espátula. Unte uma forma de 18 cm de diâmetro com manteiga. Coloque a massa na forma e as fatias de figo por cima. Leve ao forno por 50 minutos ou até o topo ficar dourado. Deixe arrefecer antes de servir.

Notas:
Não usei água de flor de laranjeira.
É sugerida uma forma de 22 cm de diâmetro mas achei demasiado grande e acabei por confirmá-lo.
Os primeiros figos que coloquei, afundaram na massa. Deixei o bolo assar mais um pouco e voltei a colocar mais 4 figos em metades.
Embora pareça "enqueijado" a massa fica húmida e leve.
Receita retirada do blog My life love food.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cogumelos com molho de soja

Queria saber porque é que o mar lhe falava assim, sempre bruto e zangado! Não tinha lá deixado nada que não lhe pertencesse. Dizem que o mar devolve sempre aquilo que não é seu. No entanto, nem sequer tinha pescadores na família, quanto mais marinheiros de água salgada! Nunca tinha navegado, atravessou uma vez o rio, viu a outra margem e voltou a casa. Peixe não fazia parte da sua dieta, odiava tudo que viesse do mar. Por instantes, chegou a pensar que também ele tinha nascido enquanto a maré estava baixa, filho de uma lapa e um caranguejo.
O mar do norte é sempre assim, nasceu chateado com o mundo, frio como neve, áspero como lixa, sujo como a sarjeta. Nem a areia escapa ao sinal dos dias, mais parecia um pó imundo que insistia em colar-se aos pés. Aquela espuma amarelada parecia saliva no canto dos lábios quando alguém discursa nervoso. O mar fala, ele bem tenta dizer alguma coisa mas nem todos o compreendem. Saber ouvir é um dom e, enquanto se sentava defronte a apanhar aquela ventania que fustigava os cabelos gastos, ele também ia falando com o mar. Contavam um ao outro aquela amargura que os enrolava como ondas por dentro. 

Ingredientes:
225 g de cogumelos fatiados
2 dentes de alho
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de molho de soja escuro

Preparação:
Derreta a manteiga numa frigideira em lume médio e adicione os cogumelos; cozinhe até que fiquem amolecidos (cerca de 5 minutos). Junte os dentes de alho picados e cozinhe por mais um minuto. Adicione o molho de soja e cozinhe até que o líquido tenha evaporado (cerca de 4 minutos). Sirva.

Receita retirada do blog Pip & Ebby.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Melancia marinada numa estória


Entrou acompanhado da esposa e do filho no que era o novo hospital. Tinham-lhe dito que a próxima consulta já seria nas novas instalações. Mas ele não esperava um edifício daquela dimensão! Teve que percorrer uma estradinha em paralelo até alcançar a entrada principal. Quando entrou, sentiu que aquilo era tudo menos um hospital. Tinha até um cabeleireiro no piso térreo. Imaginem só, um cabeleireiro num hospital! Acolheu-o um ambiente tão pacífico, tão amplo e limpo que mais parecia um shopping. Sim, de repente achou que era fim de semana e tinha sido arrastado pela esposa para ver as montras. Antes fosse! - pensou e suspirou nervoso.
O pior de tudo é a espera, sentar e aguardar que a menina chame. Na salinha, sentada na fila da frente, uma freira - denunciada pelo hábito - de livro aberto mas a piscar o olho para a televisão. Na fila de trás uma jovem lia pacificamente A Sentinela. Sem dúvida - pensou - Deus está aqui! Ele queria mesmo ser salvo, bastou a aflição da operação, a incerteza do futuro, o desnorte e as lágrimas. Da pior maneira tinha percebido que os homens também choram e não é pouco! Com ternura abraçava o filho ainda pequeno, senti-lo agarrado a si era o que tinha de melhor, isso e o resto da vida pela frente. Fora marcado para sempre e as duas cicatrizes na cabeça faziam-lhe lembrar disso todos os dias. Todos os dias era mais do que suficiente para abraçar os seus e para recuperar o tempo perdido. Daqui prá frente, ele sabia que todos os segundos contavam e ele fazia conta de os registar. Queria saborear tudo, incluindo o palato que Deus o fez recuperar através das mãos do senhor doutor :)

Ingredientes:
1 melancia
3 laranjas
canela em pó q.b.
1 ramo de hortelã pimenta
1 pau de canela

Preparação:
Corte a melancia e, com colher apropriada, retire-lhe a polpa em pequenas bolas. Coloque-as numa taça.
Esprema o sumo às laranjas.
Polvilhe com canela as bolinhas de melancia e junte-lhes o sumo das laranjas, o pau de canela e o ramo de hortelã.
Leve ao frigorífico e deixe repousar durante 30 minutos. Sirva assim com o sumo.



Notas:
Podem fazer com menos melancia, diminuindo a quantidade de sumo de laranja.
A colher que usei é a colher parisiense.
Receita retirada da Tele Culinária nº 1176, Setembro de 2001.

Bom fim de semana!

sábado, 13 de agosto de 2011

Coelho com mostarda


Decidi que vou intercalar as receitas de courgette, só porque me apetece e já vejo courgette em todo o lado. Parece-me que o facto de não conseguir que os meus olhos foquem direito há quase dois meses, deve ser de ver tanta courgette no blog.
Comemos coelho cerca de duas vezes por semana, a carne branca tem sempre lugar de destaque. Dizem que é mais saudável, embora mais cara, e eu acho que se não morrermos da doença, vamos morrer da cura :)
Para acompanhar, uns cogumelos salteados, cuja receita aparecerá em breve por aqui. Merece um lugar de destaque até porque pode ser acompanhamento para os mais variados pratos.


Ingredientes:
700 g de coelho
1 colher (chá) sal
pimenta de espelta q.b.
2 colheres (sopa) de mostarda Dijon
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 cebolas (300 g)
6 dentes de alho
1 colher (sopa) de azeite
2 hastes de alecrim
2 dl de vinho branco

Preparação:
Corte o coelho em pedaços e tempere com o sal, a pimenta e a mostarda. Coloque num saco plástico ou numa tigela, junte a farinha e agite bem. Descasque as cebolas e corte-as em gomos finos. Esborrache os dentes de alho e tire-lhes a pele. Aqueça o azeite num tacho, junte o alho e a cebola até que fiquem amolecidos. Introduza o coelho e deixe alourar. Junte o alecrim e o vinho. Tape e deixe cozinhar em lume brando até estar tenro. Se necessário, adicione água a ferver.

Notas:
Receita inspirada num folheto Pingo Doce.
A pimenta de espelta pode ser substituída por pimenta preta.

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Brownie de courgette


Ando atónita com o estado das coisas, do mundo em geral e das pessoas em particular. Não é só por causa da violência nem da ganância ou do ódio. A falta de interesse e de preocupação com os outros é que me tem incomodado, muito! Essas pessoas não fazem parte da minha vida, mas cruzam-se comigo e eu tenho que as encarar com um sorriso no rosto sem permitir que me atormentem. Felizmente, tenho a sorte de me cercar de pessoas boas, interessadas - não interesseiras - amorosas e acolhedoras. São essas que devemos lembrar e acarinhar, manter-nos achegados a elas e agradecer o carinho.
Há muita besta neste mundo, talvez eu tenha sido uma dessas bestas para muita gente que se cruzou comigo mas, tenho certeza absoluta que, mais tarde, encontraram pessoas que compensaram a besta que conheceram :) 
À tona de água é onde precisamos permanecer, porque hoje podemos comer o pão que o diabo amassou mas, um dia, teremos à mesa uma fatia deste brownie. Garanto-vos!

Ingredientes:

2 1/4 chávena de farinha
3/4 chávena de cacau e alfarroba
1 colher (chá) bicarbonato
1 colher (chá) sal
1 chávena de açúcar
70 g de manteiga
2 ovos
1/2 chávena de buttermilk*
2 chávenas de courgette ralada
100 g de pepitas de chocolate (opcional)

Cobertura:
100 g de chocolate de culinária
100 g de leite
30 g de açúcar

Preparação:
Bater os ovos com a manteiga e o açúcar até ficar cremoso. 
Juntar a courgette e o buttermilk, misturar bem.
Juntar os ingredientes secos e bater mais um pouco até ficar homogéneo. Por fim, juntar as pepitas e misturar ligeiramente.
Levar ao forno a 175ºC durante cerca de 30 minutos ou até que um palito saia levemente húmido.
Para a cobertura, leve todos os ingredientes ao lume até ficar cremoso e homogéneo mas sem deixar ferver.
Corte o bolo aos quadrados até "meia-altura", verta a cobertura ainda quente. Deixe arrefecer e termine de cortar os quadrados.

Notas:
Receita retirada do blog Os temperos da Argas.
Fiz o bolo numa forma rectangular mas também já fiz numa forma redonda de fundo amovível. A forma rectangular é a ideal se quiserem partir aos quadradinhos e a forma redonda fica mais bonita, na minha opinião, para levar a um lanche ou jantar.
Podem usar apenas cacau. Eu usei metade de cacau e metade de farinha de alfarroba.

*Uso 1 colher (sopa) de sumo de limão para uma chávena de leite e deixo repousar por 10-15 minutos antes de usar.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ragú de courgette


Onde é que eu fiquei mesmo? Nas courgettes, certo? Retomando a programação habitual ;)
Esta refeição ficou-me na memória, talvez tenha sido da cobertura com sabor a queijo, talvez o recheio reconfortante, mas esta é para ser repetida muitas vezes. Para além de fácil, é um prato bonito e saudável.

Ingredientes:
3 colheres (sopa) de azeite
2 cebolas, picadas
4 talos de aipo, picados
2 cenouras, picadas
2 dentes de alho, esmagados
1 ramo de ervas aromáticas
4 colheres (sopa) de concentrado de tomate
400 g de tomate de lata, picado
sal e pimenta preta, acabada de moer
1 1/2 courgettes, descascadas, sem sementes e cortadas em rodelinhas finas
90 g de miolo de pão de trigo integral
2 colheres (sopa) de salsa picada
90 g de queijo magro, rijo, ralado


Preparação:
Aqueça o azeite numa caçarola. Junte as cebolas, o aipo, as cenouras, os alhos e a mistura de ervas. Mexa bem até ficar tudo misturado. Depois, tape e cozinhe em lume médio durante cerca de 20 minutos, mexendo apenas uma vez.
Junte o concentrado de tomate e os tomates de lata com bastante tempero. Deixe levantar fervura. Adicione as courgettes e misture bem. Baixe o lume para que a mistura mal ferva, tape e deixe cozinhar muito lentamente, durante uma hora, mexendo ocasionalmente. As courgettes devem estar tenras mas não moles e espapaçadas.
Ligue o forno nos 200 ºC. Misture as migalhas de pão com o queijo e a salsa, e polvilhe por cima da mistura de courgette. Leve ao forno durante 20-30 minutos, até estar estaladiço e dourado por cima. Sirva de imediato. Se preferir, pode cozinhar a cobertura sob um grelhador ligado na posição média, até estar num tom entre o dourado e o tostado.



Notas:
Receita retirada do livro "Cozinha Vegetariana Saudável" da Janet Swarbrick.
Em relação ao tempo de cozedura, acho demasiado ser uma hora. Vão provando as courgettes para ver se estão no ponto.
Não usei aipo porque não tinha. O livro aconselha a fazer a selecção das ervas aromáticas que cada um prefere. Apenas utilizei tomilho sal-puro das Ervas da Zoé.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Notícia de última hora!


Achei que este título seria o chamariz perfeito para vos trazer até cá ;)
É só para avisar que faço aqui uma interrupção ao festival de courgettes que começou há um tempinho aqui no blog e que parece não querer terminar nunca.
No entanto, dá-se uma pausa por uma boa causa. O Figo Lampo, um dos melhores blogues portugueses, feito a partir da região mais a Sul de Portugal, continua a fazer as delícias de quem por lá tem o bom gosto de passar.
A Margarida proporcionou-me 3 dias maravilhosos há uns tempos atrás. A viagem deu pano para mangas, acho que ainda dá porque eu não me esqueço das panquecas prometidas e desaparecidas. É verdade, apesar da promessa, que acredito ter sido sincera, eu nunca comi panquecas a Sul. Porém, isso não foi motivo suficiente para terminar com uma amizade há tão pouco tempo iniciada. Felizmente, eu não guardo rancor nem mágoa. Tudo em mim é esperança, um dia hei-de comer panquecas a Sul!
Até lá, 3 panquecas levedadas porque a amizade, tal como o amor, deve levedar continuamente, devemos acrescentar-lhe dias, como quem acrescenta fermento à farinha para obter um belo pão.
Margarida, panqueca com panqueca se paga ;) 


Panquecas levedadas (Bella Eats):

2 chávenas de farinha
2 1/4 colher (chá) de fermento de padeiro seco 
1 colher (chá) de sal
2 colheres (chá) açúcar
1 1/2 chávena de leite
2 colheres (sopa) de óleo
1 ovo, ligeiramente batido
1/3 chávena de leite, se necessário
1 pêssego, opcional

Preparação:
Misture os ingredientes secos.
Adicione o leite, óleo e o ovo e misture bem. Cubra com película de cozinha e refrigere durante a noite. Na manhã seguinte, junte 1/3 chávena de leite caso a mistura esteja muito espessa.
Deixe repousar 30 minutos à temperatura ambiente antes de começar a cozinhá-las.
Aqueça uma frigideira e unte com margarina ou spray de cozinha. Use 1/3 de chávena como medida e vá deitando a massa na frigideira. Se quiser, pode espalhar fatias de fruta por cima da massa, tal como eu fiz.

Notas:
Receita retirada do blog Bella Eats.
A primeira vez que fiz estas panquecas usei fermento fresco e a massa ganhou vida no frigorífico. Na manhã seguinte, tinha massa espalhada por todos os cantos do frigorífico. Aconselho a usarem fermento seco e um recipiente grande para que a massa possa crescer sem sair pelas bordas.
Rende cerca de 12 panquecas. Usei metade farinha trigo, metade farinha integral.
Caso sobre massa, deve ser guardada no frigorífico, coberta com película.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Gratinado de courgettes e queijo


O seu pedido é uma ordem! A sugestão para publicação de um gratinado de courgettes, feito na caixa de comentários da postagem anterior, foi atendida prontamente. Cá está ele, com direito a repetição e tudo, não só porque é um prato prático mas porque é muito saboroso e também porque tem courgette e queijo. Que mais pode alguém como eu pedir?! E passo a informar que acabaram-se as courgettes nesta cozinha, pelo menos ainda não me apareceu mais nenhuma até agora. Mas ainda vão sair mais algumas sugestões no blog, doces e salgadas ;) 

Ingredientes:
55 g de manteiga sem sal, mais um pouco para guarnecer
6 courgettes, às rodelas
sal e pimenta
2 colheres (sopa) de estragão fresco ou uma mistura de hortelã, estragão e salsa
200 g de queijo gruyère ou parmesão, ralado
125 ml de leite
125 ml de natas espessas
2 ovos
noz-moscada ralada no momento

Preparação:
Derreta a manteiga numa frigideira grande ou caçarola, em lume médio. Adicione as courgettes e deixe fritar durante 4-6 minutos, virando os pedaços de vez em quando, até ganharem cor de ambos os lados. Retire da frigideira, escorra em papel absorvente e, em seguida, tempere com sal e pimenta.
Unte o fundo de uma assadeira e disponha metade das courgettes. Polvilhe com metade das ervas e 55 g de queijo. Repita este processo numa nova camada.
Misture o leite, as natas e os ovos e tempere com noz-moscada, sal e pimenta. Verta este líquido por cima das courgettes e polvilhe com o queijo que sobrou.
Leve a gratinar no forno, previamente aquecido, a 180º C, durante 35-45 minutos, ou até estar rijo no centro e tostado. Retire do forno e deixe repousar 5 minutos antes de servir directamente da assadeira.

Notas:
Se possível, use courgettes pequenas cujo interior não seja fibroso nem tenha sementes.
Usei uma mistura de tomilho sal-puro e salsa fresca e metade queijo parmesão, metade queijo limiano.
Receita retirada do livro "Cozinha Mediterrânica" da Parragon Books Lda. Serve 4-6 pessoas.

Boa sexta e bom fim de semana ;)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Biscoitos de limão e courgette


Quando os dias fazem lembrar o Outono, mas os frutos da estação são as courgettes... saem biscoitos amarelos como os girassóis pincelados de verde espesso. Se van Gogh estivesse na cozinha, era isto que saía do forno. Aliás, os biscoitos ficaram da ponta da orelha... de van Gogh ;) E tal como ela, já não existe nenhum para contar estória.

Ingredientes:
115 g de manteiga
1 chávena de açúcar em pó
1/2 colher (chá) extracto de baunilha
1 colher (chá) de zest de limão
1 colher (chá) de sal
1 chávena de farinha
1/2 chávena de farinha de milho fina
1 courgette média, ralada finamente (cerca de 1 chávena)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 160ºC. Numa tigela grande misture a manteiga e o açúcar com uma colher de pau até obter uma mistura pálida e fofa.
Adicione a baunilha, limão e sal. Junte as farinhas e misture até ficar tipo areia grossa. Adicione a courgette e misture até que se forme uma massa espessa. Coloque colheradas da massa num tabuleiro, separadas, e coza até ficarem levemente douradas, cerca de 25-30 minutos. Deixe arrefecer completamente sobre uma grelha e guarda numa caixa hermética. 

Notas:
Usei 1 chávena de farinha de milho em vez de 1/2, mas foi por puro engano. Mesmo assim, resultou e obtive cerca de 40 biscoitos.
A receita veio da Tia Martha.

P.s.: as minhas fotos, tal como as primeiras pinceladas de van Gogh, estão pouco famosas mas, um dia, eu chego lá!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tortilha de courgettes



Estão cansados, enjoados, desesperados, desnorteados e arrepiados com tanta courgette? Eu não! Passo-me por completo é quando não consigo saber de onde raio retirei a receita. Passa da meia-noite e eu comecei a preparar a postagem há um tempinho, revirei os livros, pesquisei na net e nada! Já na postagem anterior aconteceu o mesmo mas, o primeiro livro em que peguei, fez com que se iluminasse algo e encontrei a receita imediatamente. Esta foi difícil, até porque tive a ideia de modificar alguns ingredientes. Nasceu-me mais um cabelo branco, perdi mais 200 gramas e apareceu-me mais uma ruga na testa. Isto não pode, definitivamente, continuar! 
Porém e, para que não se fiquem a rir, vão aparecer mais não sei quantas receitas com courgettes por aqui, se eu me lembrar de onde as tirei ;)

Ingredientes:
1 colher (sopa) de azeite
1 cebola picada
225 gr de courgettes cortadas ao meio no sentido do comprimento e fatiadas em meias-luas
100 gr de cogumelos fatiados
1/2 colher (chá) rasa de tomilho seco
1 raminho de salsa fresca
pimenta moída q.b.
azeitonas descaroçadas q.b
3 ovos inteiros, mais 3 claras

Preparação:
Aqueça o azeite numa frigideira antiaderente. Junte a cebola e deixe alourar em lume médio por 1 minuto até ficar macia. Adicione as courgettes e os cogumelos e deixe saltear por 3 minutos, agitando a frigideira de vez em quando.
Junte o tomilho e a salsa fresca e tempere com pimenta. Deixe cozer mais 2 minutos ou até que as courgettes fiquem macias e o líquido evaporar quase todo.
Entretanto bata os ovos e as claras. Deite na frigideira, junto com as azeitonas e envolva bem com uma colher de pau. 
Se tiver uma frigideira que possa ir ao forno, transfira-a para o forno e deixe dourar a superfície. Senão, faça como eu e tape a frigideira com um testo deixando alourar em lume brando. Sirva com mais azeitonas e salsa.

Notas:
A receita é baseada numa que vi no livro "Boas receitas para uma boa saúde". Pode adicionar tomate pelado, queijo, batata cozida, pimentos, brócolos picados ou uma mistura de ervas picadas. 
Usei tomilho sal-puro das Ervas da Zoé. Se não tiver, use uma pitada de sal para temperar a tortilha.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Bolo de courgette


Tenho graves problemas de memória - que se juntam ao rol de todos os outros problemas que já tenho - e custa-me, por vezes, encontrar a receita do bolo ou outra comida que fiz e fotografei. Já recebi umas dicas para combater essa falha da minha parte mas, entretanto, tenho sugestões atrasadas para partilhar e, nessa altura, ainda não tinha colocado em prática as ajudas. Não era este bolo que eu tinha para publicar hoje, embora estivesse em lista de espera e seja francamente bom mas, encasquetei que tinha que ser outro, aquele que eu ainda não consegui saber de onde ele veio e de que é feito. A coisa está grave, está! Pior é que sou obstinada e, enquanto não descobrir a receita daquele outro bolo, não vou descansar. Resta-me uma tarde de volta dos blogs e dos livros, revistas, publicações e cadernos de apontamentos. Só de pensar, já tenho mais uma cambada de stress acumulado no sistema :) Abençoado cérebro meu que me desgraça a cada dia que passa!
Deixo-vos este bolo húmido e saboroso, pintalgado de verde que é esperança e que tem sido parte da minha salvação, porque ela é a última coisa que há-de morrer em mim ;)

Ingredientes:
2 chávenas de farinha para bolo
450 g de courgette, pontas e sementes descartadas e raladas
3/4 chávena de açúcar
1 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 colher (chá) de sal
1/4 chávena de iogurte natural
2 ovos, ligeiramente batidos
1 colher (sopa) de sumo de limão
6 colheres (sopa) de manteiga, derretida e arrefecida



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 190ºC. Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês.
Rale a courgette na parte mais larga do ralador. Espalhe duas colheres (sopa) de açúcar sobre elas e deixe drenar por 30 minutos.
Entretanto, misture a farinha, bicarbonato, fermento e sal até que fique bem ligado. Reserve.
Misture o resto do açúcar com o iogurte, ovos, sumo de limão e a manteiga derretida. Reserve.
Depois da courgette ter drenado, esprema-a em várias camadas de papel de cozinha para que absorva o excesso de líquido. Junte a courgette e a mistura de iogurte à farinha até obter uma mistura húmida, não mexa demasiado. Transfira a massa para a forma e alise a superfície. Leve ao forno até dourar e até que um palito saia seco do centro do bolo, cerca de 55-60 minutos. Deixe arrefecer 10 minutos na forma, desenforme e deixe arrefecer sobre uma grade antes de servir.

Notas:
Receita retirada do blog Pink Parsley.
Passei a courgette num ralador de furos finos e, em vez do papel de cozinha, usei um pano de algodão para retirar o excesso de líquido.
Usei 1 chávena de farinha para bolos e outra de farinha integral.

Bom início de semana a todos e obrigada pelos comentários da postagem anterior!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Esparguete com grão, courgette e gremolata de pão


Voltei às cápsulas de óleo de fígado de bacalhau. Depois de uma tarde no hospital receitaram-me "reiki ou ioga" para o sistema nervoso. Ainda me lembro de quando os médicos eram médicos, agora parece que estão mais virados para as terapias alternativas. Para além disso, estou a tomar o mesmo ansiolítico que o meu excelentíssimo e possuído gato. Decidi que óleo de fígado de bacalhau é melhor, pelo menos é mais natural. Reiki e ioga não faço, a coisa é muito parada e dá-me nos nervos, coisinha que eu já tenho aos pulos!
Não sei que diga, se eu não voltar... telefonem para os hospitais psiquiátricos, ok? Se me quiserem visitar já sabem: uma courgette, um chocolatinho, vá lá... um raminho de flores e eu prometo que vos recebo ;)

Ingredientes:
2 colheres (sopa) + 2 colheres (chá) de azeite
4 dentes de alho, divididos
1 chávena de pão em pedacinhos (integral ou outro)
zest de 1 limão
2-3 colheres (sopa) de salsa
3 courgettes médias, partidas a meio e cortadas em meias luas
1/2 colher (chá) de flocos de pimenta
sumo de 1/2 limão
425 g de grão de bico, cozido
1/2 colher (chá) sal
pimenta preta q.b.
240 g de esparguete (integral ou "normal")

Preparação:
Para a gremolata de pão aqueça as duas colheres de sopa de azeite numa frigideira, adicione metade do alho e saltei-e por 1-2 minutos. Adicione o pão, o zest de limão e a salsa. Cozinhe, mexendo frequentemente, por 5 minutos ou até que esteja dourado e crocante. Reserve.
Aqueça o restante azeite numa frigideira larga. Adicione a courgette, os flocos de pimenta e cozinhe em lume médio, virando com uma espátula até que a courgette comece a ficar dourada (cerca de 10 minutos). Adicione o restante alho durante cerca de 3 minutos. Junte o grão, sumo de limão, sal e pimenta preta moída.
Entretanto, cozinhe a esparguete. Coe e reserve 3/4 de chávena de água da cozedura e adicione à courgette, cozinhando por mais 2 minutos. Combine a massa com a courgette, mexendo gentilmente. Sirva com a gremolata e um fio de azeite.


Notas:
Receita retirada do blog What Would Cathy Eat?
Usei pão integral e pão branco.
Substituí os flocos de pimenta por pimenta de espelta.
Cozi primeiro o grão na panela de pressão, mas podem usar grão enlatado e drenado, tal como a autora usou.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bolo de courgette e nozes

 
Voltamos à carga com courgettes, num bolo enriquecido com nozes e passas, para quem gostar. Eu deixo-as de fora por desdém e por teimosia. Há-de vir o dia em que me vou aperceber do quanto elas são saudáveis e saborosas mas, até esse dia chegar, opto pelas nozes que combinam muito bem com o aroma de canela.

Ingredientes:
3 ovos
3/4 chávena de óleo
1 2/3 chávena de açúcar amarelo
2 chávenas de courgette ralada
2 colheres (chá) extracto de baunilha
3 chávenas de farinha
3 colheres (chá) de canela
1 1/2 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de sal
1/2 chávena de passas (opcional)
1/2 chávena de nozes (opcional)

Preparação:
Misture a farinha, canela, fermento, bicarbonato e sal.
Numa tigela, bata bem os ovos. Adicione o óleo, açúcar, courgette e baunilha. Misture bem.
Adicione levemente a mistura de farinha. Junte as nozes e as passas, se usar.
Coloque a massa numa forma de bolo inglês untada e enfarinhada. Coza a cerca de 180ºC por cerca de 45 minutos ou até que ao espetar um palito este saia limpo.

Notas:
A receita foi retirada do blog Honey & Jam.
Diminuí a quantidade de óleo para 1/2 chávena; o açúcar para 1 chávena; e usei 2 chávenas de farinha para bolos e 1 chávena de farinha integral.

domingo, 26 de junho de 2011

Massa com beringela e cogumelos


Para desenjoar do festival de courgettes - acho que já começo a chatear, né? - trago uma sugestão com beringela, outro dos meus legumes de eleição. Com muita pena minha, as vizinhas dedicam-se à courgette e ao feijão verde mas a beringela passa-lhes ao lado. Seria um trio magnífico se também tivesse beringela ao pé da porta :) Aviso já que vou voltar à courgettes, se quiserem tirar férias deste blog estão à vontadinha!

Ingredientes:
Massa esparguete q.b.
1 beringela
1 mancheia de cogumelos
1 ovo
1 alho picado
sal e pimenta q.b.
1 fio de azeite
molho de soja q.b.
oregãos e queijo ralado q.b.

Preparação:
Cozer a massa esparguete.
Numa frigideira aquecer o fio de azeite. Bater o ovo e misturá-lo ao azeite fazendo um ovo mexido. Retirar e reservar. Acrescentar mais um fio de azeite à frigideira, se necessário, e o alho picado. Cortar a beringela aos cubos e juntar à frigideira, deixando cozinhar. Refrescar com o molho de soja e acrescentar os cogumelos. Rectificar o sal. Deixar cozinhar mais 5 minutos. Acrescentar a massa e o ovo e envolver bem os sabores. Temperar com pimenta preta e oregãos. Servir quente polvilhado de queijo ralado.


Notas:
Optei por não manter a casca da beringela já que ninguém aprecia aqui em casa, usei só a polpa.
Usei esparguete integral.
Receita retirada do blog Migas com Gindungo, para matar saudades da Migas ;) Volta que estás perdoada!